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FAZ DE CONTA

Confessado por Mulherde30, em 30.01.05

Hoje podia ser outro domingo qualquer...
Podiam ser oito horas da manhã, podia ver-te a dormir um sono profundo ao meu lado.

Podia levantar-me e colocar o robe no meu corpo nu. Podia ir buscar sumo de laranja, torradas e manteiga. Podia acordar-te com um beijo chamando pelo teu nome e podias sorrir-me como que agradecendo o cansaço que ainda sentias pela noite que passou.
Podíamos ficar assim perdidos na cama fazendo planos absurdos e rindo da imaginação.
Podia ir à varanda fumar um cigarro e sentir o calor que vai subindo a esta hora da manhã.
Podíamos deslizar as mãos pelos corpos molhados num duche partilhado, vestirmos o bikini e sairmos de casa de mãos dadas.

Podíamos chegar à praia e mergulhar na água sempre fria deste mar, rebolar na areia, brincarmos de crianças e fugirmos para uma duna qualquer.
Podias passar o protector no meu corpo e dizeres-me ao ouvido que me desejas... podias chegar a tua boca à minha e beijares-me... com sentimento.
Eu podia dizer-te que sou feliz contigo.
Podíamos fazer um castelo, fazer de conta que sou rainha e escrava, podíamos ficar perdidos a ouvir o mar e a fazer de conta que pouco importa que amanhã não nasça o dia.
Podíamos ficar deitados sentindo o sol queimar a pele e a paixão o coração... podíamos fazer de conta que isto que sentimos é o mundo inteiro e que esse mundo nos pertence.

Se fosse outro domingo qualquer, podíamos ficar a ver o pôr do sol e regressar juntos a casa... perdermo-nos nos lençóis, sermos um só, fazermos e dizermos segredos que sabemos não serem eternos... mas que hoje são possiveis...

Hoje podia ser um domingo quente de Julho e eu não me sentir tão só...

publicado às 19:42

MEMÓRIA (nem sonho nem delirio)

Confessado por Mulherde30, em 27.01.05

No rádio vão passando musicas dos Corrs. Eu vou ali ao teu lado com o pensamento perdido algures nesse céu tão negro, sem lua, sem estrelas e mesmo assim tão belo!
Poderia quase tocar-lhe, tê-lo todo só para mim.

Passas a mão na minha coxa devagar... e demoras-tenum espaço onde queres entrar, como se batesses à porta...eu não me movo. Sei que tens aquele sorriso, aquele olhar.
Adivinho-te os pensamentos de luxuria...mas continuo numa distracção embalada pela musica que me faz ir desejando muito mais que só as tuas mãos.
Conduzes devagar...e nem sei que caminhos trilhas, nem qual o destino. Estou assim, meio perdida em mim...querendo encontrar-me em ti..
Páras o carro...não sei onde estou. Pouco me importa... o desejo nem sempre espera...

Dizes-me:
- Vem.
Estás nu. Sentado no banco de trás do carro.
Eu vou. Eu quero. Chego-me a ti, meia despida, passando pelos bancos.
Toco-te. Desejo-te. Vejo-te assim excitado e...quase enlouqueço.
Rasgar a pele para que o grito de um prazer contido se possa soltar.

A boca não fala. A magia vê-se, sente-se. Não se diz.
Abro as pernas e pouso os joelhos no banco, roçando nas tuas.
Eu tenho medo...e tu sabes, penso até que tambem tens, mas isso não te impede a vontade de me teres, mesmo ali, no meio de árvores que quase tocam um céu que será meu...que tu me darás.
Estou humida. Aos poucos vou descendo sobre ti...lentamente. E olho-te. E vejo. Vejo-me num prazer carnal que há muito não tinha...vejo-me numa loucura qualquer onde estou como que embriagada, como se tudo estivesse determinado muito antes deste momento e eu não o soubesse.
Sinto o odor a sexo, as mãos tão mágicas, tão perfeitas que me apertam as ancas a cintura...que deslizam em mim como se fossem milhares de mãos...todas iguais, todas tuas.
São pernas, são braços, gemidos, pénis, vagina, sofreguidão, suor...
Está tanto calor aqui... o corpo escorrega...cravo as minhas mãos nas tuas costas...contorso-me por sentir que tenho que libertar este prazer, soltar o que está aqui em mim...e sinto aquele arrepio na espinha...continuamos num vaivem...louco, desenfreado, tanto quanto nos é permitido nesse espaço...
Fecho os olhos por um momento...uma luz tão ténue, tão longe... prevendo um de outros orgasmos que virão.
Não quero parar, não quero que pares...tenho o corpo dorido e quero que continues em mim, que me comas sem medo, sem pena...quero que te entranhes em mim como este cheiro que me endoidece, que flutua no ar, que me penetra na pele, na mente, no sexo...quero que...te...v...e...n...

Raquel, desculpa lá pá, ser empata fodas mas... lá fora está uma lua do tamanho das tuas dores de cabeça. O que é negro é este frio que quase congela os ossos.
Desculpa lá pá, mas esse céu que tocas é o da boca...
Essa humidade pode ser mesmo o tesão reprimido (porque realmente o prazer carnal há muito tempo que não o tens!), ou pode ser a pinga no nariz...
E pronto pá, nem é para fcares deprimida, mas esse calor é da gripe e os arrepios é pela febre...
Desculpa lá, pá...mas essa luz que vês é mesmo da merda do computador onde andas a passar tempo demais.
E o corpo está mesmo dorido, como se te tivessem dado uma valente tarei e te tivessem deixado deitada a morrer...não te falta um milimetro nesse corpinho de sereia sem dores...desde a ponta do dedo grande do pé até ao couro cabeludo.

Faz assim: leitinho (não, desse não, da vaca!) bem quente com mel e...cama! (sozinha, claro!)
Pára lá com essas fantasias sexuais...e põe pensamentos decentes nessa cabeça. E não venhas com a desculpa dos delirios porque no teu caso é mesmo falta de umas valentes trancadas...


Que estranho... parece-me que não foi sonho, nem delirio...tenho a sensação de que vivi algo muito parecido...
Sim, vivi...com um ou outro pormenor. Acho que na realidade não eram estas musicas e que nem estava assim tãoooooo distraida...

publicado às 00:07

O AMOR É CANIBAL

Confessado por Mulherde30, em 26.01.05

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"Se me queres comer, come-me de uma vez. Não te fiques pela metade.
Sem metade eu não sou nem tão pouco me dou. Não me transformes em restos.
Come-me com vontade, assim a frio, mesmo que eu não saiba se choro ou se rio.
Espeta-me as tuas garras e devora-me sem piedade, não temas pela saudade...
...estarei dentro de ti.
Rói o mais duro de mim e saboreia as minhas fraquezas, engole alegrias, fracassos e tristezas.
Bebe-me o sangue, o olhar, o pensamento, o riso, o juizo, o ser, o estar, o querer amar.
Rasga a minha pele com teus dentes, mesmo que o sal não seja a gosto.
Come-me o desgosto que é querer e não ter a quem me dar, agora que me tens e me dou ao teu paladar.
Trinca-me as mãos que escrevem coisas que eu não percebo e que recebo do além vindas de não sei quem.

Se me queres comer, come-me depressa, antes que o arrependimento chegue, fale e aconteça.
Come-me."

Texto cedido pelo rapaz que pensava que o mundo era redondo. (www.oblogdorapaz.blogs.sapo.pt)
Obrigada.

Ao lê-lo, senti tudo, quase tudo...como naqueles livros que parece que vimos escrito o que carregamos na alma e que mesmo que quizessemos colocar em palavras, nunca o faríamos de forma tão plena, tão verdadeira, tão carnal...

publicado às 12:18

NESTES LENÇÓIS...

Confessado por Mulherde30, em 24.01.05

Colocas a chave na fechadura e abres a porta com um movimento preciso.
No móvel da entrada pousas a carteira, as chaves, o telemovel...
A luz trémula da vela na cozinha faz-te adivinhar longa a noite que já começou... o jantar espera por ti, quase pronto.

Caminhas pelo corredor e pousas o casaco na cadeira do quarto onde tambem não estou. E tu sabes, que pelo meu perfume, estou aí algures, esperando. Na sala a lareira acesa faz sombras mágicas nas paredes... a musica toca baixinho, para te dizer que chegaste ao teu lugar...
Puxas a porta da banheira e olhas-me sorrindo.
Eu, quase adormecida esperando por ti, embalada pela musica e pela luz suave olho-te com amor. Agora já não estou só.
- Estavas aí...
- Sim. Vou já sair, vamos jantar.
- Vamos, mas antes deixa-me juntar-me a ti...
Tiras a roupa com ânsia com urgência...com um desespero que te percebo nos gestos... e olhas-me como se visses muito mais que o meu corpo nu, numa água de espuma.


Queres deixar de ser tu, de ser eu...queremos ser a essência, pura do ser, do espirito da alma.
- Já te disse hoje que te amo?
- Não.
- Amo-te. Muito.


No fim da noite ficamos enroscados em silêncio no sofá, escutando coisas que a boca não diz, palavras que ela não sabe pronunciar...


Agora, neste instante, sei que abres a porta, que já não existe o móvel para pousares as tuas coisas, já não há jantar feito por mim com amor, já não há luz, já não há vela... a casa já não tem o meu cheiro... na sala já não há fogo, nem musica, nem sombras...já nada te diz que estás em casa.
O corredor que atravessas de peito pesado e de olhar húmido torna-se longo demais e atiras o teu casaco com pressa como se quizesses libertar-te de uma máscara que carregas todo o dia.
Já não estou na banheira, nem na varanda, nem no sofá... já não habito em lado algum...
já não te espero

A saudade quase que mata, não concordas? O pior é que sei que ainda me amas. Sei porque o sinto.... mas os nossos corações já não falam, os nossos espiritos perderam a voz, o nosso olhar já não se cruza...

Agora o sofá é todo teu e a cama já não é minha, já não durmo nela, já não sou eu. Já não sou eu em nada.
Já não me agarro a ti a cobrir-te de beijos, já não me enrosco no teu peito, já não deslizo com os meus dedos no teu corpo...
Já não sou eu que te deixo bilhetes no frigorifico a dizer-te que ontem foste tudo... a deixar-te um beijo...já não deixo recados.

Nessa casa já não espero por ti... e a solidão destrói-nos...
Choras? Eu sei que sim... sentes falta de tudo quanto fui contigo, de tudo quanto conseguiste ser....
Chora sim... eu tambem já chorei muito.

E nesta cama tão imensa, eu sou tão peqenina!
E sei que algures, ainda murmuras o meu nome, ainda procuras o meu cheiro, noutro cheiro, o meu sorriso noutro sorriso, o meu eu... que não encontras.
O arrependimento é o preço mais alto que alguem pode pagar...

Penso em tanto que nós fomos e no nada que nos tornámos.
Aqui, neste instante, perdida no meio de lençóis tão frios ...
...ou serei eu?

publicado às 23:13

TRIANGULO AMOROSO

Confessado por Mulherde30, em 23.01.05

Maria:

Ao ler as tuas palavras, chorei.
Percebi a confusão, a tristeza, o desalento nelas contidas...
Posso dizer-te muita coisa, provavelmente tudo o que já sabes. Quem está de fora vê com outros olhos, isso porque não sentimos. Tu, ao contrário de mim, sentes tudo o que se está a passar nesse emaranhado de sentimentos no qual te encontras.

Por vezes seguimos por caminhos que não queremos mas a verdade é que arriscamos e muitas vezes perdemos.
Assim, do nada, confessares-me uma traição, fez com que me pesasse o peito. Nós sabemos de algumas traições dos amigos e das nossas, mas uma desconhecida dirigir-se a mim e confessar-me tal atitude fez com que eu visse o teu desespero... "jamais pensei que isto pudesse acontecer" -escreves.

Não, não te condeno. Não condeno porque não posso e digo-te que tu, mais do que qualquer outro ser, sabes o porquê. Eu tambem sei. Eu tambem já traí, já fui trída, já ajudei a trair.
Todos traimos. O importante é saber quem trais: o teu esposo, ou a ti própria? Se o amas, não destruas o que tens como certo. Se não amas, vai.


O tempo vai passando e de repente damos por nós a viver uma vida que não queriamos e que mesmo assim pouco fizemos para a mudar.
E eu, que estou aqui tão longe, vou dizer-te o que penso.
A rotina destrói-nos, massacra-nos...atira-nos para uma condição.
Hoje és mãe, és esposa.
Quando os dias parecem tão iguais, do nada vem alguem diferente, com rosto diferente com um jeito diferente, com palavras diferentes... e damos por nós consumidas pela paixão. Por mais cruel que te possa parecer tudo isto, eu consigo entender as traições. Uma vez, duas, três... mas todo esse novo prazer causa adrenalina e o pior é que essa mesma adrenalina vicia e chega um momento em que já não conseguimos parar ou voltar atrás, sabemos que nada será igual. "o pior é que não sinto vontade de parar"

Por tudo isso, sentes que alguem te quer, te deseja, te presta atenção... enquanto que no outro lado da ponte está a tua paz familiar.
Diz-me: há dez anos atrás, como era a tua relação? Exactamente. O que te levou a casar com esse homem, teu esposo, pai da tua filha linda?
Não te iludas, inevitavelmente, daqui por dez anos, se optares por esse outro amor, estarás precisamente na mesma situação... e tu sabes disso. No começo, tudo é muito divertido.

O que penso é que por mais que te sintas dividida, pára. Pára e pensa. Quando tomares uma decisão, levanta-te e segue-a. Tudo o que tens é garantido, sabes com o que podes contar, se decidires ariscar numa nova vida, fá-lo.
O que não é justo é que se construa uma felicidade em cima da infelicidade de alguem. Se já não amas quem partilha a vida contigo, parte. Mas faz como deve ser feito. Tu sabes que se ele descobrir, por mais palavras que pronuncies, já nada terá efeito.
Eu sei que parece fácil. E sei tambem que não o é... por vezes, palavras que nos demonstram atenção, podem fazer-nos vacilar... mas um vacilo constante e repetido, sabes que é dificil de perdoar.

Olha ao teu redor.
Até que ponto te dispões a deixar tudo para trás? Até que ponto esse outro homem quer dividir uma vida contigo? Tu sabes, melhor que eu, que em dez anos de casamento não existe só sexo, só palavras bonitas. Tu sabes que é preciso bem mais.

Não tenhas medo. Decide e nunca olhes para trás, não fiques a pensar como poderia ter sido. Nunca o saberás. Que não te precipites, não escolhas mal. Quando temos o coração balançado, custa decidir. E as novidades chamam mais a atenção, despertam os sentidos, fazem-nos querer conhecer. O desconhecido provoca vontades em nós...
A balança tem dois pratos... que não te falte alento para continuares.
Verás que, ao decidires, o teu coração ficará mais leve. Não são as verdades crueis que nos martirizam, o que nos mata são as indecisões, não saber qual dos caminhos seguir.

A vida é feita de escolhas. Chegou o momento de fazeres as tuas... e eu aqui, do coração, só espero que escolhas o melhor... e que vivas da melhor maneira que puderes e souberes.
Acalma-te. Algumas histórias acabam bem, mesmo na vida real.


Um beijo de coragem
Raquel

publicado às 19:51

ASSEDIO no feminino

Confessado por Mulherde30, em 20.01.05

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Toquem os sinos a rebate...
Façam a festa, lancem os foguetes e apanhem as canas.
No céu, anjos, arcanjos e serafins estão em reunião... por mim!

Shlap, shlap, shlap...(isto seu eu a chapinhar)
Finalmente fui à piscina!
Desde o verão que quase todos os dias digo que vou, que vou... e nada... mas ontem, nem que chovessem agulhas teria deixado de ir (tambem não preciso exagerar).

A verdade é que não tenho muito boas recordações desta piscina... há anos atrás roubaram-me a roupa e tive que passar toda a cidade de toalha enrolada... numa outra situação, uma amiga daquelas chatas, chatas, queria porque queria que fosse com ela. O período estava a chegar e não tinha tampões em casa mas como já nem a podia ouvir, dei-me por vencida e lá fui. Estava lá encostada porque o fôlego nem sempre é muito e veio um colega ter comigo e disse-me:
- Então Raquel, vens para aqui sujar a água?
Bem, naquele instante quase morri de vergonha e lá olhei disfarçadamente e percebi que tinha sido apenas uma brincadeira, de muito mau gosto por sinal...

Portanto, estas recordações aliadas ao frio e ao preço do bilhete fez com que só agora a coragem falasse alto suficiente.

Nadei, nadei, nadei... para lá e para cá, para lá e para cá... para cansar o corpo e dar descanso à alma, como alguem me diz...

Até aqui tudo muito bem...
Nos balneareos é sempre o mesmo.... enquanto tomo banho tenho sempre olhares cravejados em mim... e garanto que entro nos balneareos femininos... e isso incomoda-me, claro que incomoda, e muito!
Estou eu debaixo do chuveiro, com água tão quentinha que nem apetece sair de lá e aos poucos a mulherada vai saindo para os vestiários, excepto uma. Que não conheço e ainda bem.

Estou ali eu a passar a água pelo corpo e ela, de mansinho, vai passando de chuveiro para chuveiro até ficar ao meu lado.
Lança-me uns olhos estranhos, que parecem percorrer cada milimetro de mim.
De repente, do nada diz-me:
- a tua rata é gira, mesmo gira.
Assim, literalmente...

Olha que é preciso ter lata, ter cara de pau... pu** que a pariu! Se me diz mais alguma coisa fo**-lhe os cornos à porrada...
e deve pensar que disse a coisa mais natural do mundo porque continua com aqueles olhares lânguidos e insaciáveis e de sorriso nos lábios.
Que muitas que nem conheço se cheguem a mim e digam que sou bonita, ainda vá que não vá, mas falarem da minha nêspera, ai isso é que não! Deve ser do novo penteado... (isto sou eu a pensar)
Fiquei com os olhos tão arregalados, rugas na testa, tão embasbacada, que só consegui pronunciar um som:
-hã?
E ela lá a passar as mãos pelo corpo tão nu quanto o meu como se estivesse a provocar, (e estava) de boca entreaberta... eu nem posso acreditar! Fo**-se... mas quem matei para levar com isto?
Terei uma seta a néon virada a mim a dizer: "esta, no atraso em que está já papa qualquer coisa"?

Tirar o shampô do cabelo... nem passo o gel pelo corpo para ela nem pensar que lhe estou a retribuir sei lá eu o quê...
Uma gaja já nem se pode lavar, xiça.

Andere, andere... dali para fora.
Vestiários.
Ufa, salva, pensei eu.
Lá vem ela, toalha no cabelo, corpo despido com gotas de água e outra vez aquele olhar...

Não percebo, estas já estão a sair... como é possivel? Não vão, não vão! Não me deixem aqui sozinha com uma louca! Eu ainda nem seca estou e estas já estão prontas.
Vá Raquel, speddy gonzalez...

Vem para perto de mim... ai.
Bum bum, bum bum, bum bum....isto é o meu coração. Ainda tenho aqui um ataque. Calma, vá...respira. Expira, inspira.
Tenho o corpo a bater record de rotação, o sangue que circula a uma velocidade que me tonteia... e eu que faço?
Grito? fujo? corro? Posso sair com as outras assim de toalha, mas a vergonha... c'um carago!

Tenho que me secar. Se passo a toalha no corpo ela pensa que estou a seduzi-la. Mas tenho que me limpar.
Como vou calçar as meias? Tenho que me sentar, nem me atrevo a fazer isso em pé...
Eu que pensava que era preparada... sou a merda! Que faço eu? Pensei que pela minha reacção ela tivesse percebido, pelo menos tinha esperança, mas não.

Ali de sorriso nos lábios, passa um creme pelo corpo com uma sensualidade que me arrepia. Olha-me e cerra os lábios... como quem não quer nada, pelos vistos querendo tudo.
Eu vou topando pelo canto do olho...
Visto as cuecas.
- Hummm, uma mulher como tu com umas cuequinhas dessas é como fósforo no fogo, combustão na certa!

Eu nem posso acreditar no que estou a ouvir, continuo calada... pudera, nem sei o que dizer... que merda, não podia eu vestir cuecas de gola alta e manga comprida? Podia! Mas não! Mania dos fio dental e depois dá nisto! Ainda por cima pretinhas! Ai que morro aqui... socorro.

A imaginação rodopeia... bem, no máximo aparecia aqui alguem e passavamos a noite na pildra... ou podia gostar e amanhã à mesma hora... ela podia até ajudar-me nessa fantasia que tenho e que não tenho coragem...

Ó Raquel, mas tu tás parva??? Endoidaste??? Tu põe-te a andar daqui para fora! JÁ!!!!!

Estou quase pronta... mas nem quero saber de escovar o cabelo. Antes que isto piore, pego nas minhas coisas para sair, tipo velocidade da luz.
Mas nesse instante em que se fosse preciso já podia correr, viro-me para ela, de olhar intenso e sorriso maroto e digo-lhe:
- tens um jeito muito... interessante. Ah, e obrigada pelos elogios...
Pisquei-lhe o olho, rodei nos calcanhares e saí.

Chego finalmente à cama, de corpo e alma cansados e não durmo. Penso nela e em mim... nas situações que a vida nos coloca...

Bem que podia ter-lhe pedido o numero de telefone... é que nunca se sabe!

publicado às 10:27

SEXO ORAL? (interdito)

Confessado por Mulherde30, em 18.01.05

penis.bmp

Gosto. Pronto. gosto que mo façam sim, mas feito por quem sabe... não é chegarem aqui e escarafuncharem isto como se andassem a esfregar uma nódoa ou a cavar terra... não... é bom por mãos que saibam quando e como... a pressão certa, a zona indicada... e por isso gosto de mãos... bem tratadas.
Sí, sí... me gusta.

E gosto de fazer... gosto muito. Nem sempre, é verdade. Se um homem me puxa a cabeça e me enfia a pila na boca, sinceramente, perco a vontade...
Eu sei onde está... um pouco abaixo do umbigo, no cimo das coxas... portanto, quando quero vou lá...
É que isso, para ser feito como deve ser, tenho que ter vontade. Sim, faço-o quando EU quero!
E há dias em que tenho uma vontade! Mas só me resta guardar esses desejos para uma altura em que tenha pila para o fazer.

Ah pois, que me perdoem mas não vou nessas tretas de fazer porque querem, e para fazer o jeito, vale mais estar quietinha.
Até agora não se queixaram, mas a verdade é que acho que são uma cambada de enganadores... nada de diferente, acho eu... mas tenho que dar sempre o benificio da duvida. Não sei que prazer as outras dão e portanto...Eu sei que sou boa em trabalhos manuais, mas nada de exageros... heeheheh...
Confesso que é bom saber que demos prazer, que o fizemos de forma quase "inesquecivel", mas como sou por natureza uma mulher que não acredita ser melhor que as outras em nada, duvido sempre dessas palavras. Mas digo, aqui que ninguem me ouve, que pelas reações a coisa deve ser mesmo boa. Bem, já que não sou boa na cama, pelo menos que faça bons broches, heheeh
Tambem, vamos combinar... não ficava nada bem, no fim de um esforço de mãos, lingua, garganta e estômago dizerem-me:
- foda-se, fazes um broche mal como o caraças...

Gosto de segurar um pénis rijo nas mãos, tocar ao de leve, com força, com a lingua, com os dentes (não, não mordo!), de lamber, de chupar e gosto da pulsação...
E engulo, sim... o leite faz bem à saude e faz crescer... e cá por mim já vou com 1.72...
A verdade é que há sabores para todos os gostos... e por vezes há aqueles que não apetece repetir a proeza... mas cá para mim, dependendo da situação, um broche acaba bem com o sémen em mim... deixar tudo bem limpinho, sem vestigios...heeheheh. Pronto.

Mas o pormenor, importante por sinal, é estar ajoelhada, ele tem que estar em pé... não há sensação como sentir, durante o orgasmo, as pernas trémulas e bambas...
Taradices... que fazer? Mas sinto poder nesse instante... os musculos rijos, o pulsar do penis, um tremor nas pernas que o faça inclinar-se um pouquinho, e depois, o olhar, a expressão de prazer no rosto...

E como confissão: se fechar os olhos, se me concentrar, sinto ainda o sabor e o cheiro da ultima vez que o fiz... divinal para mim. E para ele, sem modéstia, tambem. Aposto que, de quando em vez, ainda se deve recordar! ( eu disse que era sem modéstia...)

publicado às 12:43

JOGOS DE SEDUÇÃO

Confessado por Mulherde30, em 17.01.05

Eu gosto destes jogos... deliciam-me. Os jogos de sedução....
Gosto de ser seduzida, de o ser principalmente por alguem que seja criativo, que quebre as regras.
Isso de : olá, posso conhecer-te?... não é de todo para mim...

Os piropos então... têm que ter muita imaginação. Nessa fase, em que ainda não conhecemos, há que ter inteligência para se marcar a diferença.
E a verdade é que pelo que tenho visto, os homens não têm criatividade, ou se têm não a usam no momento certo. E neste jogo de sedução, quando queremos conhecer alguem num bar ou noutro sitio qualquer, é o momento. Mas os que me aparecem... ui... que desespero!

Em todos os jogos há estratégias. A minha, até há poucos dias era de defesa... agora é de ataque.
Não sei bem o quê ou quem quero atacar, mas que pelo menos tenha pila e os requisitos minimos para me chamar a atenção. Por norma os que despertam interesse têm sempre atrelado e não quero meter-me em sarilhos. E problemas por problemas que pelo menos faça milagres na cama... mas nesta fase ainda não o sei.

Os homens que são bonitos, já se sabe, são de todas e quero jogar com um que pelo menos seja só meu... pelo menos até à aurora! Depois logo se vê.
E tem que usar preservativo. Sim, não venham com a tanga que tiram, que são saudaveis, blá, blá, blá... eu sei com quem me deito mas não sei com quem se deita com quem eu me deito. Confuso? Nâo, mas quem vê caras não vê sida.

Bem, agora que mudei de táctica e como há muito que não ando nestas andanças, estou meio perdida... perdida porque não sei que palavras usar, que gestos ter... não sei seduzir. É isso. Não sei o que estes homens que agora povoam a noite gostam, o que lhes agrada... se gostam desses jogos, de como querem ser seduzidos. E sou sincera, isto é uma luta para mim e se ouço uma resposta que me faça saltar o mau feitio sei que não vou entrar em jogo na segunda parte.

Se estou num bar, numa disco, na praia, num sitio qualquer e algum me chama atenção, faço precisamente o quê? Pois... e depois ainda vem a parte da coragem... é que sozinha sou mais frágil...
Por gostar de ser seduzida, por ter falta de coragem para ser eu a ir, a dizer, a dar o primeiro passo, agora estou aqui às aranhas...

No fundo no fundo, o que preciso de saber é que coisas gostariam de ouvir de alguem que vos quer conhecer...
Sou mesmo tansa... mas tem que ser. Já que eles não sabem, eu vou mostrar... não sei bem como nem com que coragem...
A coragem ganho-a mal dou o primeiro passo. E caminhar não é assim tão dificil... já o faço desde os 15 meses.

Portanto, espero que vocês, homens deste país, me ajudem... heheeheh, estou mesmo a ver... que merda.
Isto não é nada facil... mas o meu nome é Raquel...

E quando tiver as ideias em ordem... ui ui...meninos, preparem-se. E meninas, saiam da frente! heeheh

publicado às 12:29

HORA CERTA

Confessado por Mulherde30, em 13.01.05

mudar.jpg


Esta é a hora para mudar... para mudar tudo o que está para ser vivido...para tomar um outro rumo, viver de uma outra forma.

Esta é a hora para desprender amarras, para me deixar levar... é o momento para deixar de lado tanto que me faz mal...

Vou percorrer um outro trilho... e alguem me diz:
- vais-te arrepender...
Talvez sim. Mas respondo:
- então antes de me arrepender, deixa-me tentar.

... mais nada a dizer.

publicado às 18:48

TOU CARENTE

Confessado por Mulherde30, em 12.01.05

carente.jpg


Carente.
Quero mimo, carinho, colinho...
Poucas palavras... nestes dias em que me sinto balançada, não quero muitas palavras. Detesto sentir-me assim sem rumo, sem saber ao certo que caminho tomar. E pior é que nem sei bem porquê... ou talvez saiba. Deve ser por tudo em geral, por nada em particular. Que merda.

Uma massagem ia saber bem...
É isso. Uma massagem.
Mas fazê-la a mim mesma, digamos não tem pica nenhuma...
E parece mal chegar ao pé de alguem na rua e dizer:
-fazes-me uma massagem?
Massagista fora de questão... a esta altura, tudo o que engloba pagamento está fora de hipótese.

Mas só de pensar... umas mãos assim que me despissem devagar e me deitassem numa cama, numa posição confortavel.
Que me tocassem os pés ao de leve e com força... não tenho cócegas.
Mãos que subissem pelas pernas devagar que tocassem os joelhos que subissem para as coxas e se demorassem na parte interna massajando.
Podiam subir pelos ossinhos da bacia até ao ventre, que pressionassem as costelas, que brincassem com os mamilos... e eu de olhos fechados...

Mãos que se demorassem na covinha do pescoço, que deslizassem para o meu rosto apenas com um dedo e desenhassem uma linha invisivel que sobe até à testa mesmo pelo centro e que ao voltarem para baixo, com dois dedos me tocassem os lábios para os entreabrir como que despertando sentidos... e ao de leve me tocassem as orelhas nos seus contornos, na parte de trás, como se fosssem flores frageis, como eu.

Que percorressem os braços ao pormenor para decorar cada contorno, mãos que apertassem as minhas mãos.
Que me virassem , que me descessem pelos ombros e que apertem e pressionem, que deslizem pelas costas que se arrepiam... que com a lingua me molhem e soprem nesse mesmo sitio depois, que passassem pelas ancas e se perdessem nas pernas... que subissem depois para apalpar o cu com precisão...

E depois põe-se de lado a inocencia...
Mãos que com seus dedos se perdessem dentro de mim, que a esses dedos se juntasse a lingua e a essa lingua tudo o resto...


Uma forma de ter carinho sem palavras...

Raquel... não tens emenda. Vai sonhando.

publicado às 12:35

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