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Roçar de pele...

Confessado por Mulherde30, em 27.02.07

sonhos.jpg
Fotografia: Rogério Felicio

Esta noite, fiz amor contigo.
Podia até dizer que construímos amor. É que sempre sinto que o sexo se faz, não o amor. O amor conquista-se e constrói-se.

Tu estavas em frente à lareira, à meia-luz, quando me cheguei perto, depois de um banho quente de banheira de águas perfumadas.
Tocava uma música que embala a alma. E eu, entre rendas e cetim, cheguei-me a ti, devagar. Os cabelos caídos pelos ombros, a roçarem as costas, ao de leve, em desalinho, ainda húmidos.
Sorri-te. Puxaste-me para ti, abraçaste-me… e começamos numa dança tranquila do corpo, numa contradança doce da alma.
A tua mão na minha cintura, a outra segurando a minha. Encostei a cabeça no teu peito. A sentir-me protegida, a saber que nada mais é preciso alem disto para sentir a plenitude de qualquer coisa boa que pode haver por dentro de nós. A sentir medo de perder o pé ao mergulhar neste mar revolto dentro de mim.
Disseste-me ao ouvido:
- Quero-te tanto!
Apertaste o meu corpo contra o teu, naqueles abraços que nos fazem acreditar que tudo é possível. Desapertaste o laço de cetim da camisa sem desprenderes os teus olhos de dentro dos meus.
A musica. O calor da lareira, as sombras chinesas nas paredes. Eu e tu.

Tu a dizeres que me querias, eu a sentir isso no corpo e no teu olhar. E eu no silencio a dizer-te que também eu.

Procurei-te a boca para pousar a minha, desvendei com a minha língua a tua. Trocas de sabores, de saliva. O coração a galgar as margens do ser, acelerado. Tu num sorriso a tocares-me ao de leve, eu a tirar-te a roupa.
A respiração que se torna ofegante, desenfreada, a humidade a tomar conta dos poros. A sentir por trás dos panos o teu sexo entumecido, e debaixo do rendilhado, o meu a pulsar por ti. A desejar que entrasses em mim. Num amor urgente, emergente, que não pode esperar.
E fomos parede, sofá e chão. Fomos água, espuma e cama. Sem limites, na plenitude, fomos um corpo noutro corpo. Sem ter um inicio nem fim. Fomos continuação sem deixar de sermos nós. Sem deixar de nos olhar, de nos tocar, de nos amar.
Sentindo-te num vai vem dentro de mim, num toque de pólen, num amor feito à flor da pele, num arrepio. Tesão, suor, sexo duro, pele, amor, gemido, sofreguidão, saliva, almas.


Acordei ainda a sentir-te em mim. Fiquei quieta a olhar o tecto, a saber que lá fora já brilha o sol e que tu… tu estarás algures, mas não aqui. Numa cama que não esta imensa e fria.
E arrastei-te todo o dia comigo. O teu sabor na minha boca. O teu cheiro no meu corpo. E um sorriso meio tonto, por ter sentido tudo de forma tão real, mesmo sabendo, cá por dentro, que há sonhos que nunca passam à realidade, apesar da vontade...



"Eu sei"... apenas porque hoje me sinto assim, vou pedindo baixinho aos céus que te tragam de volta para mim.

publicado às 21:13

Pocahontas...

Confessado por Mulherde30, em 22.02.07

anna carolina negri.jpg
Fotografia: Anna Carolina Negri


Made in home.... by me!


Se no ano que passou, por mais tentativas que fizesse, não consegui fazer o fato do Capuchinho Vermelho, este ano, nada me deitou a confiança de grande costureira por terra.
Ainda faltavam 15 dias e já eu a comprar serapilheira, ráfia e penas coloridas.
Dei ao dedo e o resultado foi, nem mais nem menos, o que imaginei.
Em tudo é assim... surge primeiro uma ideia. Depois, basta torná-la real.

Pronto, não ficou muito perfeito. Mas pelo menos esforcei-me.
A saia não me caiu e o cheiro da serapilheira aguentou-se. Lá foram saindo as cores do rosto, mas até uma índigena sofre desses precalços.
Já quase manhã e a ráfia a apertar-me os musculos das pernas, mas creio que me aguentei. O calor era imenso... mas nem me atrevia a tirar a roupa que usei por dentro, para não ficar com comichão.


Fiz jus à lenda. Mas para melhor! eheheheheheh
E se há Carnavais que me ficam na memória, este, recheado de sensações tão boas, vou guardá-lo para sempre.
E que venha o proximo!

Só como observação, não levava os pêlos das pernas neste estado nem ia tão despida como mostra a foto. Mas gostei dela... porque até os grandes chefes precisam de descanso.

publicado às 20:23

Bom final de semana...

Confessado por Mulherde30, em 16.02.07

jeanpaulnacivet.jpg
Fotografia: Jean Paul Nacivet


... pois chove. E daí?
Pensas ficar em casa? Nada disso... vai viver.
Há coisas fantásticas que se pode fazer à chuva, ou a ver a chuva a cair.

publicado às 19:04

Noite dos encalhados...

Confessado por Mulherde30, em 15.02.07

farol.JPG
Fotografia: Raquel (até os encalhados precisam de um farol)


Poucas (pouquissimas) horas de sono. Os meus dois neurónios sobreviventes, conseguem ainda fazer póin, póin, póin... mas com esforço redobrado.
Seja como for, nem posso deitar-me e dormir sem me chibar sobre a noite de ontem.


Se o dia é dos namorados, a noite, essa, pode bem ser dos encalhados.
Tenho cá para mim que já ando a comemorar há demasiado tempo este dia assim, de uma forma encalhada à liberdade. Pior que isso: alem de me estar a habituar, gosto.
E parece-me que a festa dos encalhados tem pernas para andar. Já ouvi dizer que há DJ's a fazerem festas exclusivas para pessoal assim. Assim como eu. Encalhados.
Acho muito bem. Abaixo a descriminação!
E claro que a palavra, não tem que ser obrigatoriamente vista apenas por uma perspectiva.

Este ano, parte do grupo antigo, desencalhou. Ainda bem, que já não tinha estômago para ouvir alguns naquelas lamurias de-coitadinho-ninguem-gosta-de-mim.
Outros fingiram, por um dia, que namoravam. Ou melhor, por uma noite. Aparelharam-se com os/as amigos/as coloridos/as e ninguém lhes pôs a vista em cima. Mesmo que não seja nada difícil de saber por onde andavam.
Nós é que temos como lema: amiga não empata queca a amiga e por isso nem nos demos ao trabalho de lhes estragar a noite. Alem de que possivelmente não nos perdoariam. E nem creio que valha a pena perder amizades por causa de uns amassos.
Mas isso de ser amigo colorido, a mim, faz-me uma certa impressão. Parece-me que ser-se amigo colorido é muito relativo. Quer dizer, não há ali nada, mas vai havendo...
Se eu for daltónica, nenhum amigo pode ser colorido. E isso é diferenciar o pessoal. E de que cor são os amigos coloridos?
E os pálidos? Não podem ser os amigos coloridos de ninguém?

Seguindo...
Andava eu toda empolgada porque ia para a piscina. Quando me entusiasmo, pareço as crianças a quem disseram que sim, que iam.
Só que eu não fui.
Supostamente iria haver uma aula de hidroginástica, com musica e à luz de velas. Para comemorar o dia dos namorados. Pronto, eu não sou namorada, mas com cara de pau, acredito que possivelmente me deixariam entrar. A mim e aos outros 7.
Mas as gajas, de vez em quando, não há quem as ature. Uma porque é o período (não sabe que existem tampões), outra porque está gorda (e pensa que ir à piscina prejudica), outra porque tem celulite (fonha-se, que fique tranquila que a traz outra vez!)... blá blá blá. Quem é que aguenta isto? Ainda bem que não sou homem.

Ok, vamos lá fazer uma coisa diferente. Fomos jantar todos ao Mc Donald's.
Isto, acreditem, é mesmo diferente. Sim, porque se eles são ricos e famosos, não é com a nossa contribuição.
E durante a noite a ver casais com cara de asiáticos (como se estivessem com azia), casais de estilo gregoriano ( que dão vómitos só de os ver com cara de cordeiro que vai para o matadouro).
Viu-se de tudo um pouco. Os que se gostam e os que fingem que sim.

E ouvi toda a noite as amigas mais chegadas a dizerem que tal, andas estranha. Parece que tens alguma coisa para nos contar mas não podes. Já não sais connosco e desvias as conversas, já não nos olhas fundo nos olhos, já não te ris tanto e andas mais calada. Já não tens aquelas conversas manhosas, nem fazes tantas brincadeiras. Estivemos a pensar e achamos que estás apaixonada. Ou melhor, temos certeza, só não sabemos por quem.

(Só criticas, portanto. E ainda fico a saber que se juntam nas minhas costas para falarem de mim!)

Eu a páginas tantas sentia-me como o Sebastião: ... blá blá blá, Wiskas saquetas... blá blá blá, Wiskas saquetas.
Falaram durante tanto tempo que fiquei com as orelhas dormentes mesmo sem ouvir parte da esfrega que me deram. Eu de pensamentos lá longe, com a imaginação a cinco mil rotações, lembrando uma surpresa de alguém que não esperava.

- Temos razão ou não Raquel?
- Razão? Em quê?
- Ora, no que te estamos a dizer...
- É possível.
- Não ouviste, pois não?
- A primeira parte.
- Estamos a dizer que encontraste o teu príncipe encantado que chegou montado num cavalo branco.
- Meninas.... com a sorte que tenho, o máximo que me pode acontecer é chegar o Zé Pedro montado na burra Euribor.

Termina-se a conversa e deixo de pensar nisso.
Como heróis dos bares, vamos de tasco em tasco aproveitando estes momentos cada vez mais raros, juntas. E brindamos. A páginas tantas já nem sabemos a que brindamos, mas brindamos mesmo assim. E em cada poiso bebe-se mais um copo para a "vinhagem". Quero dizer, eu não... só bebi um Baileys que sou gaja fina e atasquei-me em café, que é barato e delicia. É que a taxista sou sempre eu. E alem disso, hoje convinha que alguém lembrasse do que aconteceu.

Passei o dia sem pensar muito no dia. Para não me sentir só nem nada parecido. Aproveitei-o para estar com pessoas que gostam de mim, que estão presentes, que querem saber.
E penso como seria se a vida fosse mais fácil. Ou pior que isso: ainda mais difícil, mas sem amigos.
E amanhecemos em conversas sem nexo, falando de coisas com a mesma terminação.

Como confissão: Aqui, que é o meu lugar, posso dizer, confessando até a mim, que sim.
O raio do Cupido, num qualquer momento em que me apanhou distraída, me apunhalou pelas costas (ai, costas não, que os anjos não têm costas), e cravou-me uma seta num sitio onde não consigo chegar para a tirar de lá. Sinto-me patética. E não tem piada nenhuma sentir paixão não retribuída.
Chega a dar nos nervos. Quero adormecer e acordar sem ter sempre aquele rosto a invadir-me os pensamentos.
Quero viver. Quero voar. Não quero sentir-me assim, presa a quem nada quer de mim.
Eu pensava que isso não iria acontecer...
Portanto, quanto à paixão que me chegou ao peito (e a todos os poros) sem avisar, que virou tudo avesso, já tenho solução.
E perante todo o cenário, só há uma coisa a fazer: esquecer.

publicado às 20:54

Viva o amor...

Confessado por Mulherde30, em 14.02.07

casal.JPG
Fotografia: Raquel


Porque é dia de S. Valentim. Dia dos namorados. Dia dos enamorados…


E isso, sempre me traz imagens de jantares preparados com amor, servidos à luz de velas, numa mesa improvisada perto da lareira, sobre toalhas de linho.
Porque lembro de tendas num areal, com mantas quentinhas, um rádio a pilhas e lanterna.
Porque lembro de passeios no Douro, de comboio ou de barco.
Porque inevitavelmente lembro de camas redondas de motéis cobertas com pétalas de rosas vermelhas.
Porque lembro de beijos que selam desejos e segredos.
Porque lembro de ramos de flores, de taças de champanhe e do abrir das garrafas.
Porque lembro de óleos de massagens perfumados, das mãos que deslizam em corpos, de almas que se entrelaçam perdidas por melodias que tocam baixinho.
Porque lembro de acordes de viola, de sorrisos rasgados e de palavras em letra aperfeiçoada, feitas com cuidado em papel de cartão.
Porque lembro das banheiras de espuma… de onde se viam estrelas.

Um dia apenas. Dia dos namorados. E basta pronunciar para se desencadearem em mim sentimentos.
Porque lembro momentos que vivi e outros que nunca saíram do plano da vontade.


Como confissão: uns dizem que sou romântica. Eu creio que não… talvez a palavra seja sentimentalista.
A fotografia é o reflexo de uma etapa.
Um fim de dia de Verão. Ao olhar a foto, volto lá, ao mesmo lugar. E consigo sentir todo o emanar de emoções de igual modo.
E recordo o que trazia em mim. Dias em que acreditava em tantas coisas, em que jurava a mim mesma que era possível, um dia, quem sabe, estar assim, como aquele casal. De mapa na mão, traçando caminhos como quem traça sonhos ou projectos. Poder, quem sabe, construir e viver uma cumplicidade. E vê-los, despertou em mim uma ternura singular.
Hoje sei que afinal não é possível. Que há certas lutas que não vão alem da nossa vontade. Mas a vida é como um barquinho de remos… quando só um rema, cansa-se mais depressa.
E deixo a foto para vos desejar a todos um dia muito especial. Que o que quer que façam, façam bem e de forma inesquecível. Que preparem um dia recheado de algodão doce e de palavras meigas, para não magoar. Que repitam esse carinho sempre e não apenas hoje. E que vos fique para sempre na memória.

(Bem sei que não tenho autorização para publicar esta foto, mas não resisti. E só espero que não sejam daqueles turistas que vêm cheios de carinho porque podem ser casados, sim. Mas não um com o outro. E sem querer, estou aqui a denunciar uma traição.)

publicado às 12:42

Porque sim...

Confessado por Mulherde30, em 12.02.07

rafaela.jpg
Fotografia: Rafaela

Que nunca seja demais dizermos o quanto gostamos de alguem.
Que nada seja demasiado para mostar por gestos, o amor.
Que qualquer hora seja uma boa hora para se dizer: Gosto de ti...

publicado às 21:12

Reflexos...

Confessado por Mulherde30, em 11.02.07

reflexo.jpg
Fotografia: Raquel-em-tempo-de-reflexão

Por vezes páro, naquelas alturas em que me parece ser tempo de parar.
Tempo de meditação, dizem uns. De reflexão, dizem outros.
Mas na reflexão, vimos reflexos. E os reflexos deturpam o que há de verdade em nós.
E eu vejo os reflexos de mim, daquilo que sou. Ou tento...
Vasculho-me por dentro, esmiuço cada sentimento, cada pensamento. E dou por mim a pensar que o que se vê nos reflexos, nem sempre é a pureza real do que existe.
Os reflexos deturpam, outras vezes enganam. Parece ser, mas não é. Torna-se preciso descobrir as sete diferenças, como se fosse apenas um passatempo de folha de jornal.

Quando olhamos para alguem e pensamos conhecer, não é verdade. Quase sempre vimos apenas o que desejamos ver. O que precisamos ver. Um dia, saberemos que afinal, nada era bem assim.
Possivelmente o que deixamos sair de nós, sejam imagens turvas do que somos. Talvez ainda se teime em esconder o que de melhor há. Se procure disfarçar as coisas boas que se tem. Porque na verdade, o caminho seguido pela razão, pode trazer muito mais arrependimento, mas tambem, sem duvida, muito menos dor.
Mas no fim, de que vale? O que fica?
A razão não nos faz sentir o coração em batimentos desalinhados, descompassados. A razão não nos deixa sonhar acordados com coisas que parecem impossiveis. A razão não nos faz sentir um tremor de mãos, nem o bambolear de pernas. Nem tão pouco nos faz sentir como se mil borboletas nos voassem no estômago.

Reflexos...
Apenas conseguimos perceber os reflexos de uma alma. Apenas conseguimos deixar sair de nós, luzes fugazes do que existe nos labirintos cá por dentro de nós. Como raios de sol que teimam em cruzar as nuvens espessas em dias de tempestade.

E percebemos, mais tarde, que víamos uma imagem reflectida num espelho, distorcida. E que possivelmente foi sempre assim que permitimos que nos vissem.

publicado às 15:59

Mergulhos de mar...

Confessado por Mulherde30, em 10.02.07

(Fotografia retirada)
Fotografia: Bia


Hoje senti a falta. Saudade até.
Das sandálias, das roupas leves que deixam exposta a pele suada.
Dos vestidos coloridos, dos passeios no campo. Da água corrente dos rios, dos piqueniques em toalhas aos quadrados e cestos de verga.
Dos dias longos e de noites quentes que não acabam, das camisas de cetim vermelho que envolvem o corpo como asas de anjo.

Senti a falta das paixões que nos assolam o corpo na estação quente.
Dos cheiros a maresia, a protector solar, do cheiro a sol, a azul e a verde.
Do sabor dos gelados de noz, dos beijos salgados...
Do corpo estendido na areia...

Hoje senti essa saudade.
Dos passeios à beira mar, com o céu em mil tons laranja, as ondas a beijar os pés.
Do sol que queima como se fosse amor que nos rasga a pele.
Da água que nos toca o corpo como acordes de guitarra.

Especialmente hoje, senti a falta dos mergulhos de mar... da liberdade que se sente sem medo de perder o pé.

publicado às 14:15

Castelos encantados...

Confessado por Mulherde30, em 08.02.07

castelo.JPG
Fotografia: Raquel (eu, em forma de agradecimento)

À Diana...
Porque me sentiu triste e veio ao meu encontro.
Porque roubou do seu tempo ocupado, um tempinho para mim.
Porque me fez sentir o seu carinho pelas palavras.
Porque me fez chorar quando era apenas isso que eu precisava.
Porque me deu coragem para continuar a acreditar em castelos encantados.
Mesmo que nesse castelo, só exista um coração pequeno, sentindo que já não tem lugar para mais ninguem...

Obrigada... e sim, quem sabe um dia?
Gosto-te, sabias?

publicado às 21:39

Hoje lembrei de ti...

Confessado por Mulherde30, em 07.02.07

OLEG KOSIREV.jpg
Fotografia: Oleg Kosirev

Hoje caiu uma chuva miudinha, constante, melancólica.
Hoje lembrei de um dia assim, quando por entre as gotas me beijavas e dizias:
- Foge comigo, vamos para longe, só hoje, só nós dois...

E eu não te acreditei. Porque vi o brilho dos teus olhos, as tuas mãos a apertarem as minhas.

E eu sorrindo duvidei. Porque te julguei de caçoada.

E não fugi contigo. Porque não sabia que falavas a verdade...

publicado às 20:52

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