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Um brinde...

Confessado por Mulherde30, em 31.08.07

amanda.jpg
Fotografia: Amanda


... porque apesar de tudo, há sempre algo de bom que deve ser comemorado.

Porque existe a familia e os amigos. Os que estão sempre e os que tentam sempre estar.
Porque existem as palavras meigas e os abraços apertadinhos que me fazem chorar.
Porque existe um sentir que não estou só.
Porque há outros passos que caminham ao meu lado e os sorrisos que me fazem continuar.
Porque existe um dar de mãos que me obriga a acreditar que tudo irá correr bem.
Porque existem os olhares de cumplicidade.
Porque existe um amor e muitos tipos de amor.
Porque há o ter pouco e nesse pouco ter tudo para me sentir feliz.


Um brinde. Por todas as coisas tão grandes que valem sempre a pena serem comemoradas. À vida... por si só. Apenas.

publicado às 13:34

O amor é patético...

Confessado por Mulherde30, em 24.08.07

ternura.jpg
Fotografia:?

Acordei a meio da noite e no escuro, baixinho, atrevi-me a dizer o teu nome. Naquela hora que já é tarde ou muito cedo. Em que nem é bem uma coisa nem outra.
Posso jurar que o peito ficou mais leve, que o coração deixou de bater descompassado, que esbocei um sorriso.
Mas nada mais aconteceu...

Se calhar pensava que tudo se transformava só por dizer o teu nome. Afinal foi só o teu nome.
Mas devia ser assim, não concordas? Bastar dizê-lo, mesmo baixinho e do nada, aparecesses aqui, numa magia.
Talvez até tenhas estado aqui porque afinal senti uma espécie de tranquilidade, o coração bateu compassado e eu sorri...


Mas sabes?, esperava mais. Sei lá. Qualquer coisa. Que o telefone tocasse e fosses tu. Que deixasse de te sentir a falta e esta saudade. Que me batesses à porta, de surpresa. Para tentar acreditar nessas coisas que dizem que acontecem, sabes? De pensar em alguem e esse alguem contactar-nos. Apenas porque me atrevi a dizê-lo como se estivesses ao meu lado em vez de pensar apenas no teu nome.
Se calhar pensava que podia acontecer qualquer coisa.
Qualquer coisa que tornasse a noite especial só porque disse o teu nome.

Parece-me que o amor é patético. Patético e lindo.
Digo eu que nada sei...

publicado às 20:47

Circulos...

Confessado por Mulherde30, em 21.08.07

philippe halsman.bmp
Fotografia: Philippe Halsman

Nós sabemos. Mas não pensamos nisso. Talvez numa tentativa de enganar a vida. Ou a morte.
Ou não pensamos para não termos a certeza de como somos pequeninos.
Ou até, quem sabe, nos iludimos numa eternidade que nem temos.
É por isso que tudo é adiado. Porque amanhã eu vou, eu faço, eu digo...

Esquecendo por segundos que amanhã, ou um qualquer amanhã, não estarei aqui.

Numa coisa ou noutra, importante ou não, grande para uns e sem significado para outros, todos nós, adiamos algures a vida. Adiamos alguma coisa...
Por isto ou por aquilo fica para depois.

E na pressa dos planos, esquecemos o mais importante. Não paramos para ver, para sentir, para conversar.
Hoje as pessoas já não dialogam. Mandam mensagens a trocar o "q" pelo "k" e outras mais que fica dificil perceber. Pelo menos para mim, que sou mulher rude do campo.

Já não há tempo. Nunca há tempo.
Não lembramos, ou esquecemos que um dia, teremos todo o tempo. E teremos tempo quando já nada houver o que fazer com ele.

Andamos assim, distraídos nos problemas que pensamos ter porque não podemos entrar nos outros e conhecer com exactidão a dimensão dos deles.
Vivemos em circulos. Andamos às voltas sem nunca sair do lugar.
E passamos perto de coisas belas sem as admirar porque nos parecem coisas sem conteudo. Na pressa. Na falta de tempo...


... e só depois, muito mais tarde, naquela altura em que um aperto nos mói cá dentro por saber que não podemos voltar atrás, nos damos conta.
E só depois percebemos das coisas que estavam ao nosso lado e nós não percebemos.
Distraídos que andamos a planear a vida, enquanto essa mesma vida nos passa ao lado no mesmo instante em que passamos ao lado dela.

E só depois percebemos... só mais tarde nos damos conta...
Que não vimos.
Que não sentimos.
Que não vivemos.

publicado às 21:41

Reclamação...

Confessado por Mulherde30, em 17.08.07

reclamacao.jpg
Fotografia:?

Posso dizer que sou tolerante. Pronto, nem sempre. Mas a maior parte da vezes, sim.
Sempre que vou às compras, lá dou por mim a reclamar interiormente pelos preços de tudo que estão pela hora da morte.
Acredito tambem que serei eu e a maioria dos portugueses. Bom, pelo menos a maioria dos que não vivem desafogados.

Ah que tal, um livro? Claro que sim!
15.00€

Ah, queres um CD? Não há problema!
19.00€

Hum, um presentinho para o bébé que ainda nem nasceu e que possivelmente só usará esse fatinho interior durante um mês? Fazes bem... mais 16.50€.

Cineminha??? Com ou sem pipoquinha?

Se um café aumentava de 5 em 5 escudos, agora aumenta de 5 em 5 centimos. E depois ainda fico a pensar como há sitios em que pago cafés a 0.70€.
Mas até tolero... Até tolero certas coisas e mantenho-me no silêncio.

Mas desculpem lá! Há coisas que nem eu admito.

Um dia destes fui tomar café com uma amiga minha. Cada uma tomou o seu e no fim, cada uma pagou o seu. É justo...
Foi num daqueles dias em que passei todas as horas com sede.
Quando me dirigi ao balcão para pagar pedi ao funcionário uma garrafa de água.
E ele, do alto dos seus 1.85m diz-me todo sorridente enquanto me entregava o ticket:
- 1.90€

- Desculpe?
(Eu já com olhos arregalados e cara de incrédula)
-1.90€

Pego eu no papelinho com a descrição dos produtos e pergunto-lhe, serenamente:
- O sr não está, com certeza, a dizer-me que o preço desta garrafa de água é de 1.30€, pois não?
- Sim, é...
- Ah é? Então desculpe, mas não quero.

É triste ver pessoas que são presas por roubar e outras que andam aqui de sorriso no rosto a roubar à descarada.
1.30€ por uma garrafa de água de 0.33cl quando as compram a 0.15€ ou menos????
1.30€??????? Por uma garrafa de água ainda por cima natural???? Uma água que nem gastou energia para refrescar???? Uma garrafa de água de 0.33cl????
Nã, comigo não! pagar por uma garrafa de 0.33cl ainda por cima natural, 1.30€??
Pôrra, isso equivale a 260$00 na nossa moeda velhinha!

Fonha-se, venha o calor que eu cá vou é montar uma barraquinha a vender água!
Ladrões!

publicado às 20:22

Alguem me explica?

Confessado por Mulherde30, em 15.08.07

curiosidade.JPG
Fotografia: Mulher de 30


Tenho horas em que me sinto uma verdadeira lerda. Ou então não consigo atingir o ponto da questão.

Estava ainda do outro lado do mundo quando soube de um dito rapto de criança no sul deste meu país.
Deixou de ser rapto.
Uns a dizerem que estava aqui, ali, acolá. Que foi levada por uma rede de tráfico de crianças, que isto, que aquilo.

Bom, a minha opinião pouco ou nada conta. É apenas uma opinião. Mas faz-me confusão como uma mãe deixa de saber de um filho e são raminhos de flores e beijos e sorrisos.
Pronto, faz-me confusão.
Mas como disse é apenas opinião.
Não sei quanto tempo depois falam de sangue no dito quarto. E pergunto eu: este tipo de coisas não devia ser detectado naquela altura?
Bom, mas é apenas opinião de quem não percebe nada disso.

Já apanhei numa noticia ou outra a suspeita do envolvimento dos pais.
Não surpreende, de facto.

O que me surpreende é apenas o holofote que incide nestas pessoas. Como se fossem os unicos que ficassem sem saber de um filho. A ser verdade que não saibam. Porque se não me falha a memória, a mãe da Joana jurava a pés juntos que não.

Não consigo deixar de pensar em desespero, noites vazias, em branco. Em lágrimas, em braços vazios. Em tudo o que pode envolver um desaparecimento. E recordo sempre a mãe do Rui Pedro. Que acredito que conseguiu pelo menos que quase todos nós decorasse o rosto do seu filho depois de muita luta, sem estes holofotes a incidirem sobre si. E mesmo que não se saiba dele, a sua luta não foi em vão, mesmo que não tenha sido, nem de perto nem de longe, tão esmiuçada como este caso.


Pôrra... ninguem tem o poder de desaparecer. Ou está noutro lugar ou simplesmente sem vida.
A verdade é que ninguem ocupa o lugar de ninguem. Cada um que não deixa rasto, deixa familia, amigos, pessoas que lhe querem bem. Por isso, todos os que desaparecem são pessoas importantes que precisam ser encontradas.
Como pode uma pessoa desaparecer?
Mas desaparecem... e o que me deixa sinceramente triste, é que isso acontece todos os dias. Que aqui, no nosso pequeno mundo, desaparecem pessoas, algumas delas crianças.


E lamento que nenhuma delas, diariamente, ocupe as horas de informação, repetidamente, como se não existissem outras noticias. Lamento não ver uma fotografia estampada em todos os jornais, em todos os noticiários, sempre que alguem desaparece assim, do nada, sem rasto, neste meu país.
E quando noticiam um desaparecimento, não noto a mesma insistência.
Serão os desaparecidos portugueses menos importantes?

publicado às 22:23

Na tua ausência...

Confessado por Mulherde30, em 12.08.07

P6220010.JPG
Fotografia: moi même

Eu sei que precisas ir. Sei que para quem espera, um segundo transforma-se numa eternidade.
E nessa eternidade vou esperar por ti.

Sei que vais conquistar um lugar que há muito esperavas. E fico feliz por ti. Na mesma medida que fico triste por mim. Porque não vou ter-te aqui a encostares o teu cporpo ao meu, entrelaçados na hora de dormir. Não te vou ter numa procura de mim a meio da noite. Porque a minha mão não vai encontrar a tua sempre que caminhar na rua.
E mesmo assim, mesmo assim, fico completa. Porque o meio de mim que levaste, deixaste no seu lugar uma metade de ti.

Vou sentir-te a falta. Mas creio que sabes.
E gosto muito de ti. Mas isso tambem já te disse.
Tem coragem. Põe o teu coração ao largo. Tenho a certeza que em momento nenhum te sentirás só. Tenho a certeza que a todo o instante, um anjo te vai proteger.

Mas da mesma forma que vais embora, sei que em menos de nada voltarás.
Mas continuo a sentir que um mês é uma eternidade demasiado grande. Como se a eternidade se podesse medir...


publicado às 17:51

A espera...

Confessado por Mulherde30, em 08.08.07

vicky rodrigues.jpg
Fotografia: Vicky Rodrigues

Eu sei que não... mas desde que soube que ela estava grávida, senti-me quase como outra vez tia.
É a primeira amiga mais chegada que tenho que espera um filho.

OK, nada de novo, dizem vocês. Mas para mim é. Até porque, alem do milagre da vida, assisto, aos poucos, ao milagre da transformação. E não é só uma transformação de corpo... enquanto a ouço a dizer:
- Nunca que vou vestir isto... estou tão gorda... já nada me serve... Já viste estas calças? Olha como eu pareço com isto!... e estas cuecas?... este Verão não posso usar nenhuma das roupas que comprei...

Maior que isso, é a transformação da alma.
Vejo uma amiga que adoro a transformar-se em adulta. Já não procura o amor dos homens incansavelmente. Já não sente ciumes patéticos. Deixou de lado o stress para viver dias de paz. Faz-me bem assistir a todo este processo. Porque afinal, é possivel sermos melhores.

Enquanto espera um nascimento, alterou tudo o que era.
Mas mais que isso, é que melhorou.

E eu... bom, eu só desejo que essa criança chegue com saude. Porque amor, tenho a certeza que receberá muito e de todos.

É tão giro assistir a isto. Como se fosse a geração dos amigos seguintes. Ou a geração take 2.
Sei lá qualquer coisa assim...

Parabéns...

publicado às 21:11

Gestos simples...

Confessado por Mulherde30, em 07.08.07

cotton_ice_cream.jpg
Fotografia: ?


Parece que por vezes preciso parar e pensar nas coisas que, de tão simples, vão ficando esquecidas.
Foi o que fiz.

Cheguei cansada do trabalho. Tomei banho. Calcei as sandálias de saltos altos em tons dourados e fui contigo.
Comer um gelado na beira do rio. Ouvir o coachar das rãs.
Quase como namorados de dois dias.
Tão simples, não é?

O que talvez não saibas é que ao ouvir-te falar palavras meigas, ou as outras que apenas li no teu olhar, me fez acreditar que sim. Que pode durar por muito tempo este amor encantado.
O que talvez nem saibas é que estas coisas pequenas, e tão grandes, me fazem sentir que vale a pena.
O que talvez não saibas é que estar assim, sentada ao teu lado num banco de jardim numa noite amena, me faz dar valor a todas as horas em que preciso de simplicidade.

Eu sei... foi apenas um gelado partilhado. Mas é nestes gestos que busco o verdadeiro significado da vida.

Vês como me fazes feliz com pouco?

publicado às 20:52


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