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Mais um. Outro...

Confessado por Mulherde30, em 31.08.08

1697174.jpg
Fotografia: Marcelo Krelling

O tempo passa assim, tão veloz e tão devagar...
E chega outro ano. Apenas outro. Mais um.

O que sinto? Não sei... tranquilidade misturada num doce embalar de alma. Como se já não fosse preciso correr. Como se sentisse que a caminhar devagar, posso ser feliz da mesma maneira. Momentos em que apetece só um amor sossegado, outros em que só apetece "play. fechar os olhos. voar para longe."
Já não há a vontade de galgar o mundo com sofreguidão, como se tivesse que viver tudo depressa, tudo hoje. Dessa época, ficaram apenas momentos soltos em que ainda dá essa vontade. Quando sinto, de vez em quando, que ainda está tanto ou tudo por fazer e sentir essa pressa, essa urgência de viver.


Depois abrando outra vez... chegam outra vez as horas mornas. Quando ouço cá por dentro, no fundo onde faz eco: Tem calma Raquel... ainda é tempo.

Deve ser isto a que chamam envelhecer. Se for, não é assim tão mau...

publicado às 14:11

Intervalo...

Confessado por Mulherde30, em 19.08.08


"Todos nós nascemos sem pedir...
Quase todos morrem sem querer..."

Neste entretanto, no intervalo a que chamamos Vida, tira o melhor partido.

publicado às 14:16

Serão todas as histórias iguais?...

Confessado por Mulherde30, em 11.08.08


De que valem as histórias se não forem partilhadas?
De que valem as linhas que cruzamos ou as regras que quebramos se não existir por trás uma razão?

Quase tudo se resume ao amor. E o amor, o amor tem tantas formas!
Alguem que nos faz sentir muito quando nos sentimos nada.
E ao nosso redor tantos que dizem conhecer-nos quando nada sabem de nós. Não conhecem a história, não sabem o que nos acelera o bater do peito, o que nos causa borboletas no estômago.
Os amigos que nos tomam como abençoados e nem sempre sabem ouvir para saber a confusão dentro de nós porque não têm tempo para nos conhecer de verdade.


Sim, com certeza fomos feitos para alguem.

E o amor ali perto, que sabe que um sorriso esconde as palavras que não se dizem, que ao contrário do mundo nos conhece um pouquinho mais.


Serão todas as histórias iguais?...

Possivelmente...

publicado às 23:27

Os alfemenes ou melmaquianos...

Confessado por Mulherde30, em 06.08.08

marcos sobral.jpg
Fotografia: Marcos Sobral

Os quê? Perguntam voçês.
Os alfemenes, respondo eu.

E possivelmente ficam na mesma. Mas acredito que no fim, alguns vão perceber de onde surgiram as palavras. Até porque nem acredito que só eu tenha pensado nelas.

Podem ser chamados de melmaquianos ou alfmenes. Habitam os mesmos espaços que outro homem qualquer. São comuns mortais, portanto.
Comem, dormem, arrotam, ressonam e peidam-se.
Tambem cortam as unhas dos pés, riem e choram.
Trabalham e conseguem aplicar-se na tarefa mais árdua se a interiorizarem.
São capazes de tomar banho sozinhos.
Pensam diariamente em sexo e dificilmente conciliam duas coisas ao mesmo tempo. Refugiam-se muitas vezes.
Demonstram o amor, afectuosamente.
Tambem amuam.
Outras vezes, moem o juizo de quem os rodeia.
São aventureiros, costumam gostar de um desporto em especial.
Costumam ser de uma ternura enorme. Uns fofos, quando querem.
Amigos e companheiros (mas não está provado que sejam todos assim).

São sonhadores. Sofrem e são felizes.


São muitas coisas boas... mas são estranhos.
Como se vivessem num mundo ligeiramente paralelo.


Como confissão: o meu boy é alfemene. Os alfemenes são assim. Quando vão embora, deixam saudade...

publicado às 20:41

Mudam-se os tempos...

Confessado por Mulherde30, em 02.08.08

folhas.jpg


Quando era pequenina, aprendi que existiam várias estações no ano. Aprendi quando começava cada uma delas. E percebia isso nas coisas que me rodeavam. Nas cores, nos bichos, nos cheiros, nos frutos, nas flores... talvez até no espirito.
Ainda ouço, de quando em vez, alguem na rádio dizer que tal, que hoje começa a Primavera, ou o Verão. Outras vezes o Outono ou o Inverno...


Mas já não vejo as andorinhas a chegarem em bandos nem os campos amarelos e vermelhos de azedas e papoilas.
Vejo árvores a perderem a folha quando dizem ser Verão. Quando devia o suor escorrer do corpo e, afinal, chove...

Aprendi que era assim e vivi todas as estações.
Mas tenho a impressão, que ou sou eu que estou velha e essas coisas são do tempo da minha infância... ou então sonhei.


"É triste no Outono concluir, que era o Verão a unica estação..."

publicado às 21:45


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