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Talvez hoje ainda não saiba...

Confessado por Mulherde30, em 31.08.09

guzhevnikova-olga.jpg
Fotografia: Olga Guzhevnikova

Talvez hoje ainda não saiba quem sou. Nem sequer quem quero ser. Ou se quero ser alguem.
Por querer ser mais, sem saber em quê.

Talvez hoje ainda não saiba se os caminhos por onde segui foram os melhores, nem sequer se os passos pequeninos que dei foram os erros maiores.

Talvez hoje ainda não saiba se o futuro tem fututro ou se o meu futuro é o segundo seguinte e que depois, termina. Ou começa.


Talvez hoje ainda não saiba se há algum patamar onde desejo chegar ou se vejo o mundo como algo demasiado pequeno para mim nas horas boas, ou grande demais nas outras.

Talvez hoje ainda não saiba que no olhar tudo mudou. Que vejo a vida muitas vezes com olhos que não são meus e que a vivo a esquecer o que sou, onde estou, onde fiquei ou onde me perdi... a desejar, entre um dia e outro, a ver de novo o mundo pelos meus olhos.

Talvez hoje já nem queira entender porque comecei a aceitar. Ou talvez apenas queira aceitar os outros e compreender-me. Mas tambem não sei... Se calhar, quando chegar o fim, vou olhar para trás, se tiver tempo e lucidez, e perceber que passei toda a vida enganada. Mas vou ter a certeza que nunca enganei ninguem...

Talvez hoje ainda não saiba qual o sentido da minha vida nem se a minha vida tem sentido algum. E às tantas deixei de pensar nisso.

Talvez hoje ainda não saiba porque sempre me custa desistir, baixar os braços. Porque é que, a esta altura, ainda me dói ver quem amo partir. E olho para trás, arriscando-me a ser transformada em estátua de sal, e analiso a vida. Tão dura... tão frágil...


Talvez hoje ainda não saiba que sim. Que as pedras no caminho, me permitiram construir o meu castelo. Que os dedos que me apontaram me fizeram mais forte, que as lágrimas que derramei, afinal, não foram em vão. Que a saudade é apenas um sentimento que nos faz chorar. Que é mais fácil levantarmo-nos quando nos dão a mão.

Talvez hoje ainda não saiba que os muros que pensei intransponiveis afinal, se derrubavam com um sopro e que nos dias de desânimo ganhei coragem para outros ainda piores e que as dores e traições me deixaram saborear dias de amor.

Mas hoje, nas duvidas constantes, tenho certezas presentes.
Esqueci o passado. Pouco me importa o futuro, mas no meu presente, aqui e agora enquanto escrevo, sinto aquela tranquilidade que tantas vezes procurei. A leveza do espirito que voa livre, o coração ao largo. A paz.
Neste instante, sei apenas que sou feliz.
E não preciso saber mais nada.



Como confissão: um brinde a mim. Mesmo sendo toda esta confusão que sou...

publicado às 00:05

Tu e eu...

Confessado por Mulherde30, em 19.08.09

paulo fernando.jpg
Fotografia: Paulo Fernandes

... somos tão diferentes. Em muitas horas do dia, em tantos minutos da noite.
Tu e eu, que até poderia ser "nós", para ser correcta nas palavras quando tantas vezes não o sou contigo.
É por ser assim, sabes? De espirito selvagem.
Não leves a mal.

Tu e eu... diferentes tantas vezes.

E tantas outras vezes em que te olho de perto, quando estás longe enquanto me vejo por dentro, no fundo onde faz eco, e tão iguais.

E depois, a olhar para "nós", tu e eu, a pensar em nós.
Nós. Dois.
Não somos tão diferentes assim...
Tão diferentes na nossa igualdade, tão iguais na nossa diferença...


E sim, poderia viver sem ti.
Mas todos nós, desejamos ser sempre um pouco mais felizes...

publicado às 19:20

This is the life...

Confessado por Mulherde30, em 11.08.09

publicado às 17:43

Toda a vida suspensa...

Confessado por Mulherde30, em 07.08.09

saudade.jpg


Há dias assim. Terriveis. Dias que não chegam ao fim e quando chegam, parece que ainda nem começaram. A cabeça num rodopio, os nervos miudinhos a aflorarem a pele.
Dias como o de hoje em que só queria...
Não sei. Nem sequer sei o que queria.

Talvez que tudo ficasse suspenso. Como os jardins da Babilónia em jeito de maravilha. Como quando em crianças inspiramos muito antes de mergulhar e nem sabemos o que aconteceu, como se não existissemos lá em baixo. Apenas sabemos que estivemos debaixo de água quando os olhos aflitos e a respiração a encher de rompante os pulmões, quando já à tona de água.
Como um inspirar de vida e depois, nada.
Ir ali só para morrer um bocadinho e depois voltar. Sabes como é?

Talvez que o mundo parasse. O relógio ficasse quieto, que ao meu redor tudo ficasse mudo.
Para não ouvir. Para não sentir. Para não falar. Para não pensar. Não sorrir. Não amar.
Nada.
Ficar encolhida num canto sem medo de nada porque nada mexe, nada avança, nada existe.
Quieta apenas.

Dias em que pudesse por momentos, não viver.
Hoje, não me apetece viver.
Sem que isso signifique morrer ou querer morrer.

Deve soar-te estranho. Mas hoje, nem sequer quero explicar.

publicado às 18:59


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