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Baú...

Confessado por Mulherde30, em 04.11.05

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Abri as gavetas. Aquelas que sempre custam abrir porque contêm coisas grandes demais. Pedaços de mim...reflexos do que sou. Ou hoje sou apenas os reflexos do que fui. Já não sei. Mas a essência, a que ultrapassa todas estas tempestades, intocável.


Abri-as devagar, para não magoar. E estava tudo lá. Todos os amores. Os grandes, os que ficam...todos os que foram eternos (e foram todos) e que agora só eu sei porque os sinto sem nunca o ter dito. Sentimentos presos em momentos, palavras (tantas) que ficaram por dizer.
Tudo o quanto vou colocando com ternura num baú já tão velho, quando prefiro não ver, mas não quero, mesmo assim, perder. Quero saber que está ali, que a qualquer hora, quem sabe, possa outra vez.
Histórias...


Com coragem sentei-me na cama, rodeada de papéis sem importância aos olhos de todos, com muita aos meus. E a nostalgia a soluçar baixinho...


E no final, arrumei o baú, fechei as gavetas em mim sem me desfazer de nada.
Esta mania de querer sempre tudo pertinho, para que possa ver tudo outra vez. Como num passo de mágica recuar no tempo e voltar lá, à praia, ao carro, à montanha, ao hotel, ao café, a qualquer lugar... pensar nas palavras, sentir o começo de todas as paixões. Como primeiro não era nada e depois era tudo. Voltar ao momento em que se olha alguem e o coração nos diz que existe ali um carinho que só quer crescer e nós, distraídos, nem tinhamos notado que o carinho, nesse momento, já nos preenchido todo o peito.
Afinal, posso rasgar todas as folhas, escritas e por escrever, de pouco valem. Posso inventar palavras, as que existem não dizem tudo...pouco há que possa escrever em momentos assim, como este. Instantes de evasão ao meu próprio passado.
Olhar para trás e saber que a vida segue por caminhos que nunca entendo bem. Por isso preciso voltar lá. Re-sentir, re-viver, re-olhar, re-amar...para quem sabe re-fazer tudo outra vez.

Continuou tudo lá. As cartas, os bilhetes, os recados, as fotografias que contêm os sorrisos presos num momento, os abraços, as flores secas. Tudo o que faz nascer um sorriso, por vezes triste, numa boca que já pouco fala de amor.

publicado às 00:02


Confessionário

De Peter Pan a 04.11.2005 às 00:52

Vou pegar em duas frases tuas q me tocaram particularmente. "Re-sentir, re-viver, re-olhar, re-amar...para quem sabe re-fazer tudo outra vez" - n

De Tan Solo Palabras a 04.11.2005 às 12:25

N

De sofialisboa a 04.11.2005 às 16:18

em tempos guardava tudo, com medo de me esquecer, com a passagem dos anos, apercebi-me que não é por guardar pedaços da vida que me esqueço ou me lembro mais. mudei e hoje quase não guardo nada, o que fica mesmo é só no meu coração. sofialisboa

De bcool a 04.11.2005 às 21:28

só um beijinho rápido para dizer olá ...

De Paulo a 04.11.2005 às 21:40

Olá Rakel:-)
isso tudo...essa melancolia, péssimismo e saudade...são efeitos desta estação que nos marca sempre com a sua presença nostálgica:-)
verás que de um dia para o outro tu melhoras:-)
um beijo terno:-)
Bom Fim de Semana:-)

De Meia Lua a 04.11.2005 às 21:57

O baú nada mais é do que tu, em toda a tua essência...
O que viveste e o que te tornaste com estas experiências continua ali, só que adormecido dentro do baú...a pedir para que tu sem medo o faças abrir.
Deixa sair o que está no baú...

De Leila a 05.11.2005 às 12:05

Sempre que vou ao ba

De karina oliveira a 05.11.2005 às 13:16

Sabes Raquel, muitas vezes faço isso, não tenho as coisas em baú mas em caixas e no telemóvel também.
Há alturas em q gostava de voltar a viver determinados momentos. Ando com a vida sem sal. Mas em breve quem sabe algo sucede para apimentar a minha vida.
Muitos beijos

De bruno a 05.11.2005 às 23:24

Olá Raquel!!!!
Quanto a esse grande Baú das Recordações, é bom por vezes abri-lo. Agora vê uma coisa há situações que todo um espaço é um baú de recordações, desde o hall de entrada, até ao quarto são um grande baú, tudo te faz lembrar situações. Como é que se deve lidar? A sério por vezes não sei como lidar
Beijinhus

De gi a 06.11.2005 às 00:07

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Diz lá


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