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Desencontros...

Confessado por Mulherde30, em 25.04.15

sophie thouvenin1.jpg

Fotografia: Sophie Thouvenin

 

 

 

 

Os anos passam, não sei se sabes. Como era, já não é. Tudo mudou à tua volta e não te deste conta. Ou até sim.

Foste tão esquisita nas escolhas que agora, já pouco importa se acertas ou não. Queres apenas alguém. Mesmo com todos os defeitos. Porque talvez, aí por dentro, penses que um dia os vais transformar em virtudes.

Tanto fizeste, que agora, já tanto faz...

 

Nunca pensaste que os anos assim, mais tarde, te doessem tanto. E doem.

E em cada nova paixão, esperança redobrada. E começar tudo outra vez. Acreditares. Que era agora aquele com que sonhaste. E eram só sapos. Não te deste nem deste um pouco do teu tempo para veres se podiam vir a ser o teu príncipe.

Deixa lá...

Ver-te dói. Dói pensar que estás sozinha porque quiseste esperar pela perfeição. Dói porque eu te dizia que a perfeição não existe. E quiseste esperar mesmo assim.

E aos poucos vais guardando nas gavetas sem fundo os planos que tinhas para a tua vida.

Não casaste, não tiveste filhos. E finges que isso não te incomoda.

Aos 30, ainda é fácil encontrar um rapaz decente. Os que encontras aos 40, nem sempre é assim.

Os que estão finalmente livres, querem aproveitar a liberdade que não tiveram enquanto estiveram enclausurados. E para eles, és mais uma.

Os que procuraram como tu, tal como tu já desistiram.

Outros procuram nas de 25 porque acham que o tempo e a lei da gravidade não as vai atingir.

E outros, são felizes junto de alguém.

Meio mundo procura meio mundo, sempre desencontrados.

Porque não expõem sentimentos e deixam-se ficar na berma da estrada. Porque o medo os congela. Porque procuram sinceridade sem saberem sê-lo.

 

Eu ainda espero que um dia me telefones feliz. Com um rumo na vida. Ou com um filho no ventre. Mesmo que seja só isso e nada mais.

Não te falo da solidão que sentes nas noites dos teus dias agitados que prolongas para andares dormente e não te doer tanto. Não te falo porque a tua dor magoa-me.

Queria apenas aliviar o peso do teu peito. E lembrar-te que num momento, tudo muda. E desejo que tenhas o teu coração leve e aberto para que sempre consigas deixar entrar aquilo que te aquece. O que vale a pena.

 

Sem procurares também consegues encontrar, sabias?

publicado às 16:23



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