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Fingir-me normal...

Confessado por Mulherde30, em 05.10.07

P8150523.JPG
Fotografia: Raquel, euzinha

Nestas tretas da internet, enquanto dizia "raisparta" o sapo, veio um trovão e raispartou-me o computador.
OK, não foi grave... e o tempo que estive assim, afastada por obrigação, dediquei-o a cansar o corpo, para dar descanso à alma.
De verdade, cansei-o mais no trabalho, mas agora que o gajo voltou, sempre me deito ainda mais tarde para o cansar tambem com ele.

Mas um Domingo destes, armei-me em normal.
Dormi até mais tarde. Preparei o almoço, almocei, lavei a loiça, preparei-me. A viver uma folga de Domingo como grande parte dos comuns mortais, grupo ao qual não pertenço, que de mortal, tenho pouco. Sou meiga por natureza. Pronto, nem sempre. Não preciso esforçar-me para enganar que aqui não preciso disso.

Saí para um cafezinho, sempre sozinha (o boy ainda não tinha voltado... já devem ter percebido que voltou. Claro. O que seria dele sem mim?)

Podia ter ido misturar-me com as almas que passam o dia nos centros comerciais, ou ver lojas onde não compro nada. Misturar-me. Talvez fosse normal...
Mas não.

Depois da esplanada, voltei para casa e fiz algo que já não fazia há muito tempo. Peguei na tela e comecei a pintar. Claro está que as cores fortes me fizeram gostar do resultado final, apesar de ser um daqueles quadros que parecem saídos de uma rifa de feira. Mas foi o meu trabalho, e gostei.

Deixei o pensamento voar... pensar nas ilusões que vamos criando e perdendo ao longo da vida, de querer colocar no real um desejo guardado. Guardar uns sonhos enquanto se querem realizar outros. Viver numa forma de pescador, de coveiro. Pescando ilusões enquanto se enterram desilusões.

E mais à noitinha, ainda fiquei acordada, a ver televisão atenta, sentadinha no sofá. A armar-me em pessoa normal. Faz de conta. A fingir que sim. Quase.

publicado às 23:24


Confessionário

De F a 06.10.2007 às 02:33

Sê bem vinda de novo e até que enfim Raquel! Pintar é um momento, logo o que se pinta é o próprio momento. Ou por inspiração ou apenas por se estar a olhar lá para o fundo sem olhos de ver nada como se se estivesse noutro mundo só nosso em que tudo o que está à volta não contasse... Chamo-lhe a pintura da alma e do espírito... Abstracto concentrado. Ou então porque se quer e se precisa de pintar algo e só algo. O resultado é um pouco como os textos que se escrevem, cuja interpretação é feita por cada um de diversas formas. A uns chama a atenção porque se indentificam e a outros não, mas isso não interessa, pois não é para fazeres negócio com quadros ehehe! O que interessa é que pintar tem um outro resultado de manifestação pessoal, tal como um desabafo seja de que natureza for consoante a altura da tua vida! Fizeste muito bem! Em relação ao teu computador... Enfim... Não há técnicos aí no Norte? ;) Aqui estás e aleluia!
Beijinho

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