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Tudo aquilo que sou...

Do nada vem uma espécie de memórias de nevoeiro. Daquelas que na altura nem foram assim tão boas mas até essas te deixam saudades.
Tudo podia ter sido diferente. Inevitável é desacreditares um pouco mais no mundo, nas palavras, nas pessoas.
Se calhar, bastava uma oportunidade que não veio, uma palavra que não foi dita e nem ouvida, um futuro que não aconteceu.
Vidas juntas numa vida que podia ter sido e não foi.
Há horas em que custa menos. Em que aceitas, te resignas, para conseguires abrir o coração aos dias que estão por vir.
Noutras horas odeias. Odeias o mundo e odeias-te a ti por teres, uma vez mais acreditado. Teres escolhido e errado outra vez.
Acreditaste que podias acreditar. Confiaste que desta vez seria diferente. Mas não foi.
Ouve-te.
Essas lágrimas deixarão de cair.
Os teus olhos deixarão de pertencer a quem não os quer.
O teu coração um dia será livre.
Aquieta-te. Tudo vai correr bem.
E sabes?, não estás sozinha.


"Talvez um dia percebas que não me perdeste, apenas me deixaste ir.
Talvez um dia entendas que a minha aparente cobardia, não foi nada mais do que o fruto da tua desistência.
Talvez um dia descubras que nem sempre estiveste certo.
Talvez um dia compreendas que errar também faz parte.
Ou então…
Talvez um dia eu perceba que não havia nada a perder…"
Um dia, se doer, será baixinho. Já não restará nada. Nem as coisas boas, nem as coisas más. Nem mágoa, nem dores, nem sofrimento.
E nascerão coisas novas, melhores até.
Importante nem é deixar ir. É mesmo desapegar. Porque insistir quando já não se é amado, é mendigar amor.
E o amor, tu sabes... dá-se.
Talvez tenha lutado da pior forma, tentado da pior maneira. Foi como soube. Sou intensa sim. Expludo, sim. Porque me interesso e quero saber.
Porque a vida rege-se pelo amor ou por falta dele. Por amor ou por medo.
E eu escolho o amor. A coragem. A vontade. A vida.
E viver, tu sabes, não dói. O que me dói é toda a vida que não vivi.
E tenho pressa.

Parece-me tudo bem. Menos o chá! :)
Tenta Raquel.
Tudo isto vai passar. Também isto vai passar. Fica quieta no teu canto. Por mais que só queiras responder e sair correndo, fica quieta.
Cada um interpreta como quer, canda um que conclua o que quiser.
Importa que tu saibas e se os outros não conseguem entender ou não querem, paciência.
O dificil é quando os diálogos deixam de ser vistos como tal e se ouvem as palavras como se fossem acusações. E estão sempre mais preocupados em ter desculpas do que ouvir o que se diz.
Nunca ninguem perde a merda de um minuto a tentar entender o teu lado. Muito menos quando do outro lado está alguem egoista. Sim, tu és visto como o lado negro a partir do momento em que deixas de agir consoante os interesses do outro.
Tudo o que dizes, tudo o que fazes é visto como guerra. Não percebem que apenas desprezas quem te magoa. Porque se fosse guerra, a história era outra. E muito pior.
Que nunca ninguem desperte o pior que há em ti...

Sim, das cinzas, uma vez mais, vou renascer.
Cheia de vida.
O segredo é o silêncio.
O segredo é sair de onde estás. Fechares os olhos para não veres, tapares os ouvidos para não ouvires e a boca para não falares. E claro, o coração.
Dás um passo atrás a começas a ver a tua vida de longe. Olhas à volta e aos poucos vais percebendo que há muito mais no mundo que aquilo que tu pensavas ter no teu mundinho.
Tu não perdeste nada. Se alguem perdeu, não foste tu. Enquanto alguem corre atrás de uma ilusão, tu tens a certeza. A certeza que não és metade e a dares-te, dás-te por inteiro. Mas dás-te a quem queres. Toda.
O segredo é largares bagagem que pesa e não acrescenta e seguires caminho.
O segredo é olhares para quem olha para ti. E seres para quem é.
E basta.

... and let it go.
Há momentos assim. Doridos. Dores que disfarças com um sorriso.
Ficas numa dessas encruzilhadas da vida e percebes que estás há demasiado tempo distraída dos sinais que estão mesmo diante de ti.
Talvez nessa vontade de fazer acontecer, de tentar, de ser agora é que é. E não percebeste que já não é há muito tempo. Que há muito que existe uma decisão tomada que tu, distraída, nem viste.
A decisão, devias saber, que te chegou primeiro numa confissão, que devia ser luz verde para tu seguires a tua vida. Mas tu, focada, ou por respeito, não o fizeste. É uma merda, sabes agora.
E noutras alturas, palavras ditas aqui e ali que tu não soubeste interpretar o que realmente estavam a dizer. A merda das palavras.
Estás a tempo. Só para que saibas.
Há quem queira tanto a tua companhia e tu focada em quem nada tem para ti. Por muitos motivos, por muitas razões.
Tens que seguir. Pôr para trás das costas. Matar, esquecer e seguir. Sem olhar para trás.
Não vais sentir que não tentaste, que não o disseste. Não vais sentir traição nem "e ses". Vais viver, tão simples quanto isso.
O que não pode, é essa vida que tens mantido em suspenso. Chega. Não dá mais. Chega de lutar por ti e pelos outros, por aquilo que era suposto ter sido. Não foi. Não serás quem mais perde.
Chora tudo. Não é a primeira perda. E vê: sobreviveste a todas as outras.
Amanhã, prometo, é um novo dia.
E um dia, se doer, será baixinho.
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