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os homens NÃO são todos iguais... (interdito)

Confessado por Mulherde30, em 19.04.05

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Que me perdoem todos aqueles que não se revêm nestas categorias... mas estou tão enraivecida, que neste momento, já passei da fase de ladrar...qualquer coisa que se aproximar de mim com pila, mordo.


Já não tenho paciencia, ca***** de merda, filhos de uma grande égua, lambe escrotos...todos! Todos!
Ou então o defeito é meu e sou tipo íman para atrair só os _omens desta espécie.
Mas para quê? Para quê?
Mentirosos, fingidos... o que ganham com isso? Palermas.

Vêm com aquela ladainha, conversa do bandido. Atiram o barro à parede para ver se cola, e por vezes conseguem. Andam ali de roda a farejar...à espera do momento...como quem não quer nada querendo tudo.

E eu, estupida, caio.
Estou passada da cornadura. Ponham-se a andar daqui que já nem vos posso ver, muito menos ouvir.
Desistam...escusam de vir com a ladainha de sempre.

Ah e tal...a minha mulher não me dá carinho.... (divorcia-te)
Ah e tal... ninguem me quer...(que giro, a mim tambem não, isso quer dizer que nem tu. Mas eu tenho defeito, e saberás tu porque é que ninguem te quer?)
Ah e tal... sou carente... (não sou tua mãe)
Ah e tal... tenho traumas... (tenho cara de psiquiatra?)
Ah e tal... sou sincero, odeio que me mintam... (pois sim, ninguem gosta, mas fingir tambem é mentir, portanto, fode-te)

P******** de m****... cansei. Já nem quero saber...ponham-se a milhas.
Custa assim tanto ser-se sincero? Custa?
Mas para que raio andam de roda, com palavras mansas?
Telefonam milhentas vezes, só para dizer que estava a pensar em nós...de tal forma que, mesmo não querendo, acabamos por pensar todo o dia neles...
Têm tempo de sobra...enquanto não se chega ao chamego...depois é um homem de negócios ocupadissimo sem tempo para ele quanto mais para nós...
As mensagens são substituidas por...nada.
Os telefonemas diários de 1 hora são substituidos por um semanal de 1 minuto.
É que quando começámos a pensar nele, ele já começou a pensar noutra...mas pelo sim pelo não, é melhor manter-nos por perto no caso de aquele novo caso não dar em caso.

Que raiva...
Desapareçam... melhor sozinha.
E escusam de vir com aquelas palavras que
Ah e tal...és especial...( sim, eu e mais quantas?)
Ah e tal... és muito bonita... (eu dou o recado à mãmã)
Ah e tal...a tua pele é tão suave... (desengana-te que alem desta que se vê, tocas em mais nenhuma)
Ah e tal... as tuas mãos são tão perfeitas... (mas descansa que não te vão masturbar)

E não me fodam a paciência... não me venham com essas merdas de mão na mão...que já sei que em breve é braço com braço, perna com perna e por aí fora.

É inevitavel, que quando vou jantar com um, a certo momento dou por mim a olhar para ele e a pensar: "quanto tempo vais manter essa pose de quem está muito interessado, de quem finge que gosta muito? 1 hora, 1 dia, 1 mês? 2? 3?"

O problema sou eu... e volta e meia caio que nem patinha. Há sempre algum que me faz acreditar que pode haver quem seja sincero...de verdade. Mas quando eu finalmente acredito, ele já está na fase em que, afinal, eu não sou assim tão interessante.

Acabou. Não digam que sou fria. Isso era dantes...agora sou iceberg.
Não me digam que sou distante...isso era dantes...agora há um abismo do tamanho de um oceano entre mim e os _omens.
Não me venham com merdas a dizer que construi uma parede em torno de mim...isso era dantes...agora tenho uma muralha intransponivel.
E nem pensem dizer que me protejo demais...porque se o faço é por causa de uma certa espécie de _omens.
E se antes eu tinha mau feito, agora sou uma bomba relógio...
E se eu jogava na defesa, agora, preparem-se... o ataque é por vezes a melhor estratégia.
E por favor...não me digam que sou sensivel...foda-se, sou mulher, isso não diz tudo????
E nem quero saber... apanham todos por tabela.

Estou capaz de rebentar de ira... nem me posso acreditar que mais uma vez, caí nessas armadilhas feitas de engenhos.
Eu tentei acreditar em palavras... mas foda-se... só me sai disto na rifa.
Era tão mais fácil darem aos poucos e ser sempre pouco, do que darem tanto e de um momento para o outro puxarem o tapete!
Mas não desespero...ainda tenho algures o vibrador. Não quero saber de nada que tenha pila. Pilas há muitas. E como a tradição já não é o que era...agora _omem é pastilha. Quando me apetecer, uso enquanto tiver sabor. Depois jogo fora.


Que raça! E chega a dar nos nervos eu, tansinha, acreditar. Tótó, Raquel...só mesmo a dares com a cabeça nas paredes...puxa, que não aprendes!
Dou-me aqui por vencida. Podem tirar o cavalinho da chuva que esta tansa não volta a cair...e se me der na real gana ainda vou para freira e pronto. Assunto encerrado. Nem me conformo... Judas! Abutres!

Como confissão: sei que os _omens não são todos iguais.... há uns que conseguem ser MUITO PIORES que os outros.

publicado às 13:01

Perdoa-me

Confessado por Mulherde30, em 18.04.05

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Perdoa-me.
Só peço que me perdoes porque aquele amor já não mora aqui.
Não me telefones de madrugada nem envies mensagens a dizer que ainda me amas...já não valem de nada essas palavras. Não me digas que me queres ter outra vez, dificilmente alguem me terá. Até tu.

Não me digas que queres morrer... a morte anula qualquer hipótese de ainda sermos felizes... e eu quero que sejas. Quero que vivas da melhor maneira que souberes.
Palavras...houve um tempo em que morria por ouvi-las de ti. Mas hoje não. Já não...


Perdoa-me porque não sou capaz de te retribuir em igual medida. Amei-te demais. Eras tu que enchias o meu olhar...era a pensar em nós que vivia os meus dias. E não me arrependo...mesmo sabendo que me retribuiste da pior forma.
Dei tudo de mim, talvez por isso hoje me reste nada para dar.
Perdoa-me...

Perdoa-me porque já não consigo dizer-te palavras que possam aliviar esse teu peito magoado. Mas o meu já não dói. Já não habitas nos meus pensamentos nem nos meus sonhos... já não existes em mim... e eu não consigo dizer-te o que não sinto.
O meu coração hoje pode ser triste, mas é livre...e o meu olhar, esse, já não pertence a ninguem.

De nada te vale a minha memória. Eu não volto...já não volto.
Deixei-te algures na berma da estrada, não devia, mas fiz... deixei para trás tudo o que fomos no dia em que soube que não voltaríamos a ser. Foi o melhor. Não tive uma segunda hipótese, como aquela que te dei. Deixei-te algures num momento em que o meu peito te viu sem bater mais forte.
Já não tenho raiva nem ódio, nem mágoa... nem amor.


Perdoa-me...
Liberta-te de tudo isso que ainda sou, do que ainda tens de mim em ti...segue o teu caminho...caminho que farás sem mim. Não te vou acompanhar...já não.
Quero saber-te feliz...quero um dia cruzar contigo e ver esses olhos tão negros brilharem.

Deixa-nos ficar lá atrás nas lembranças. Há coisas que não valem a pena. Já não vale a pena.
Perdoa-me por já não ser quem fui... perdoa-me por me ter tornado tão magoada...mas foi por ti. Como foi por ti que fiz tanto...como foi por ti que fui eu, que consegui ser eu.
Não lutes por mim...sou uma batalha perdida. Nunca voltaria a confiar em ti...como já não consigo confiar em nenhum outro. Tiveste-me da maneira mais plena que alguem consegue ser...mas já não sou assim.

Perdoa-me... vai e não olhes para trás. Deixa-me ficar num lugar que finalmente encontrei. Não me tragas uma guerra ao coração, agora que encontrou, finalmente, a paz.

Perdoa-me por já não te conseguir amar...perdoa-me.
Ficou este carinho de quem um dia amou e perdeu...o carinho de quem te viu como és.

Perdoa-me... estou cansada e não consigo. Já não consigo...

publicado às 19:40

A morte

Confessado por Mulherde30, em 18.04.05

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Nunca tive contigo uma relação próxima. Mas a morte revolta-me sempre. Dá aquela raiva porque sei que tambem na tua vida ficou muito por fazer, sonhos por realizar, palavras por dizer e por ouvir. As palavras bonitas, as que demonstram o bom que temos em nós, quase sempre ficam presas na garganta...é tão mais fácil dizer as palavras que magoam!

Mas eras meu tio. Eras algo meu...nas minhas veias corre parte de um sangue que tambem corre nas tuas. Corria...

Fui à igreja...há quanto tempo não sentia essa paz que as paredes frias de pedra transmitem. Frias como o teu corpo.
Vi as pessoas que se ajoelharam e rezaram a um Deus com fé, por ti. Uma fé que não se explica, ou se tem ou não. E tu agora já sabes se esse Deus existe, se a vida, afinal, é só isto. Agora já sabes.

Vi os teus filhos.... o mais velho és tu. O mesmo porte, o mesmo sorriso. E não lhes consegui falar por falta de coragem. Porque sei que nestas horas não há palavras que nos possam aliviar a dor.

Uma familia tão grande... e encontram-se apenas para chorar, nunca para rir. Uma familia dividida pela distância...uma distância que se torna tão perto nos momentos de dor.
Eras o irmão mais velho...e morreste nos braços da tua irmã mais nova.
Tudo isto me atormenta. A avó disse-me que não devia viver para assistir a isto, que a vida não devia caminhar assim...e o meu peito apertou-se.
Os teus irmãos, uniram-se num circulo de choro...e naquele abraço a corrente já está partida, pela segunda vez... naquele círculo já lá faltas tu e a tia. Choram porque há um pedaço neles que fica vago...que fica apenas com lembrança. Chegou a ser cruel vê-los naquele pranto...cada um pensando talvez nas memórias que têm de ti, nas brincadeiras de crianças...e chorei com eles.

Colocaram a terra por cima de ti. E pronto. A vida termina aqui. Já nada mais há que possas fazer, nem nós por ti. A chuva cai miudinha como se tambem o céu chorasse, como nós.
As flores joguei-as fora. Pareceu-me ridiculo deixar-tas ali. Logo eu, que nunca te dei uma flor sequer enquanto as podias cheirar.

Lembro-me que em miuda te dizia para ires comigo às cerejas. E tu, na tua paciência, ias. Colocavas-me às cavalitas para que eu chegasse àquelas mais amadurecidas pelo sol...e eu dizia-te que eras tããããão grande. Sentávamo-nos na sombra da árvore; eu a comer as cerejas que tinha no regaço e tu a fumares o teu cigarro...e falavas-me de um avô que nunca conheci. Eras tão grande, tio. E hoje esse grande homem tombou, e está ali, debaixo de uma terra fria.

Faço todo o caminho de regresso a casa, já noite, a ouvir o choro da minha mãe... e não consigo deixar de chorar com ela. E sei que nestas horas não choramos só por quem parte, choramos tambem pela mágoa de quem fica, mágoas que levam tanto tempo a curar.


Se existem, neste instante peço aos anjos, arcanjos e serafins, que te recolham de braços abertos num mundo que espero ser bem melhor que este...

publicado às 12:40

Desejos profanos

Confessado por Mulherde30, em 14.04.05

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Hoje estou assim... com a cabeça a mil.
Acordei de cuequinhas molhadas... a noite foi louca. Sei que foi, mas não lembro. Isto de sonhar... é que se fosse para concretizar ainda valia a pena, mas assim...fuck!

Tomo um duche e toco a pele que arde. Um fogo que consome. Visto-me e saio de casa pronta para mais um dia.
E que dia! Hoje tudo me lembra sexo.
Dizem-me:
- Dás-me uma?
E a imaginação dispara.
Nem respondo. Melhor calar-me.
Passam pela mente imagens de corpos nus...de corpos que se querem. Imagens que provocam efeitos secundários.
Tenho que começar a andar com uma tanguinha suplente na carteira. Aliás, devia ser obrigatório por lei. Gaja que é gaja tem que estar sempre à frente dos acontecimentos...

E eu hoje....
Penso em mãos que me despem, em pontas de dedos que tocam... em massagens com óleo, espumante e velas. Em penas de pavão que arrepiam a pele.
Penso em banheiras de espuma, em areia de praia. Penso em bancos traseiros de carros... penso em danças de corpos que se encostam e se desejam... penso em corpos encostados às paredes, em gemidos...em sofreguidão. Penso no chão duro...e não só... penso em linguas, em suor.... estou aqui de motor nas 5 mil rotações...
Até já me doem os mamilos... tadinhos.

Talvez seja da lua...está quase em quarto crescente...tão crescente como a humidade da tanguinha preta.
Isto até deve fazer mal...
Ainda estou na fase que só ladro...mas quando começar a morder...o mundo que se prepare.
É que hoje estou mesmo faminta!
E que não me apareçam à frente! Se vierem que seja por trás...

Vá Raquel...pensa nos passarinhos.... não, melhor...pensa nos ratos. Os ratinhos, tão giros no meio da floresta. Nesta época de primavera eles não dormem, não bebem, não comem...só para procurar as ratas e... e pronto. Andam de rata em rata até caírem durinhos para o lado, mortos. Durinhos...hummmmm....Melhor pensar na floresta... capuchinho vermelho...lobo mau. Lobo mau...papa-me.

Controla-te Raquel, controla-te... e nem me consigo concentrar no trabalho. Chega um e dou por mim a olhar-lhe para a pila. O que me havia de acontecer!
Não, não sou tarada...hoje é o dia dos desejos mais profanos que alguem se possa lembrar.... logo hoje, que merda. Podia ser amanhã, dia de lobisomem. (Ai quem me dera que saiba a minha morada. E se não souber que envie mensagem ou mail ou então que vá ao messenger...tudo se resolve.)


Que loucura... será que é efeito da pilula? É que nem sei para que tomo aquela merda.
Ainda morro. Mas se morrer que me enterrem...ou mo enterrem... já nem sei o que digo.
Melhor parar por aqui.

Se o diabo adivinhasse os meus pensamentos, era bem capaz de corar de vergonha...

publicado às 19:46

Pensamentos em inicio de madrugada (parte III)

Confessado por Mulherde30, em 13.04.05

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Deitada na minha cama penso em tudo o que ouvi. Deitada nesta cama onde já não habitam corpos nem sombras nem almas...só eu. Eu que sou tanto no meio de nada.
Penso que afinal, ninguem é sozinho...ninguem tem apenas uma boa coisa... há outras coisas, tantas, que nos fazem felizes. Eu sou feliz.
Por ter por perto quem me ama como sou, que não me quer mudar. Que me dá a mão e não me deixa ter medo. Alguem que caminha de braço dado comigo e que nada pode separar. Sou feliz por ter perto de mim quem me olha com ternura. Quem me olha e me vê... muito para alem de tudo aquilo que sou...muito alem de todas as confusões que tenho em mim. E a vida fica tão mais fácil!

Tu vieste. Hoje. Não podia ser de outra forma. Tinhas que ser tu...quem mais? Não me condenas. Não me pedes mais do que o que dou...e dás-me tudo de ti. Sentimento sublime este... damo-nos...damos o que temos em nós.

Penso em tudo o que me disseste... e tens razão.
Tens razão quando dizes que eu procuro companhia mas que não tenho medo de estar só. Quando dizes que me dou demais. Quando dizes que espero demais. Quando me dizes que estou sozinha porque tenho medo que me queiram... que me viste tantas vezes no chão e a levantar-me em cada queda, com coragem.
E dizes-me tantas coisas certas... que me sinto tão frágil, tão nua aos teus olhos.

Fez-me tão bem esta noite... aliviou tanto o meu peito...
E ao dizeres-me que eu só preciso acreditar...dizes tudo.
Queria acreditar nas palavras que ouço. Queria que alguem que me amasse me dissesse todas as coisas bonitas e que eu pudesse acreditar sem medo de ser feliz. Que acreditasse como acredito em ti por ver tanta sinceridade num olhar de ternura e cumplicidade.

Mas as palavras... as palavras... que uso para defesa, para ataque... as palavras que um dia me poderão dar asas para voar. Ainda acredito.

Obrigada. Precisava tanto de ti e não sabia...

publicado às 19:24

Conversas de final de noite (parte II)

Confessado por Mulherde30, em 13.04.05

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Chegas perto de mim com a manta tão velha quanto isto que nós temos... isto que nem sei se é amor, amizade, cumplicidade ou tudo...
Descalçamo-nos e caminhamos pela praia tão escura...mas não sinto medo. Nunca senti medo a teu lado.
Dizes-me num tom baixinho como se tivesses receio que alguem possa ouvir:
- O teu olhar continua triste.
- Sem os meus olhos tristes e castanhos não seria eu. Tu tambem estás de olhar tristonho. E ao mesmo tempo um olhar que só quer um pouco de carinho...olhar carente.
- E preciso... do teu.


A carência faz disto... ou a ausência de algo. O vazio que fica preso no peito, que não se consegue preencher...
- Não sofras por ela... se te magoa é porque não te merece. Ninguem merece o teu sofrimento...
- Nem o teu... mulher da lua. Lembras-te? Quando fugíamos para aqui? E eu te dizia que era teu aquele rosto de mulher que se vê na lua?
- Lembro, claro que lembro. De quantas vezes caminhámos por este areal de mãos dadas no escuro, como hoje. De tantas vezes que me apertaste contra o teu peito só para eu chorar de amor. Contigo sempre consegui chorar... nunca precisei de esconder... recordo sim do toque das tuas mãos nas minhas costas, nos meus cabelos enquanto me encostava no teu regaço... Neste instante, se pudesse pedir um desejo, pedia que por mais anos que passem continuemos sempre a ver no outro o porto de abrigo.
- Eu tambem lembro. Das vezes que me dizias: chora. E depois me dizias: vamos semear girassóis?
- Sempre gostei de semear girassóis contigo... era o gosto de ver crescer o que ambos semeávamos. Tenho a falta dos girassóis... falta das longas cartas que me escrevias com letra cuidada para que eu pudesse perceber! Há quanto tempo não recebo uma carta! Mas isso foi no tempo dos segredos...
- Na idade da inocência...


Deitamo-nos na areia... sabe tão bem. Já nem sei se foi ele que me pediu carinho se sou eu que mandei o meu espirito procurá-lo para receber essa ternura. Já não sei...
Eu estava a precisar de ti... e tu vieste mesmo sem te chamar.


- Tão boas estas noites! Com o som do mar... o céu estrelado, areia fria...
- Raquel...
- Desperta-me a mente... vêm as imagens de corpos nus... em noites assim apetece aquele sexo louco, desenfreado, quase selvagem. Aquele que quase nos enlouquece...sexo suado, de corpos entrelaçados... que nem se sabe muito bem onde começa um e termina o outro. Aquele sexo que nos apertam com medo de escorregarmos e fugirmos, sexo molhado, suado...linguas que se procuram e se querem. Sexo que se termina e se repete só porque podemos adormecer... e quando acordarmos o outro já não esteja lá... sabes?
- Sei... estamos muito sexuais hoje...
- Estamos... e já dizemos coisas patrocinadas pela "Quinta da Aveleda"...
- A "Quinta da Aveleda" faz sempre óptimos patrocínios... mas está a noite perfeita, sem duvida.

Rimos os dois como quem espera um amor que não se tem... como quem, mesmo assim, é feliz...

- Raquel... este céu com milhões de estrelas. Estrelas que estão sempre ali... e eu olho para ti e vejo que afinal, és tu quem mais brilha... e que estás tão perto...
- Outra frase a ser patrocinada por uma bebida qualquer...

Ficamos ali de ombros encostados... e a minha voz rompe o silencio:
- Levas-me a casa?
- Sempre.

Despedimo-nos num abraço apertadinho... e sussurra-me:
- Até amanhã.
- Até amanhã...

Eu sei que não será amanhã... eu sei que voltaremos ao ritual quando a vida nos massacrar a tal ponto que só no outro podemos esquecer, por um momento que seja, o quanto o mundo é cruel...
Sei que não é amanhã e isso não me entristece... porque sei que algures ele pensa em mim, que sabe que estou aqui. Mais não seja para lhe oferecer um sorriso meu. Mais não seja para lhe dar a mão e caminhar a seu lado. Mais não seja para lhe dizer: chora.

Sei que será um dia... não amanhã... um outro dia qualquer.

publicado às 18:16

Conversas de final de tarde (parte I)

Confessado por Mulherde30, em 13.04.05

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- Estás por cá?
- Estou...
- Espero-te à saída...esta noite és minha.
- Mas...

Mas nada. Desligou o telefone sem me dar tempo de responder que hoje precisava dormir cedo. Pouco importa. Que venha. Até saberá bem, com certeza.

Saio do trabalho e ele está ali de óculos escuros a sorrir-me.
Chego-me a ele e vem aquele abraço apertado... de saudade.
Moramos perto e passam-se meses sem nos vermos nem nos falarmos. Procuramo-nos quando a mágoa nos carrega demais. Ele procurou-me...sinal que precisa de mim esta noite. Sinal que precisa do melhor de mim.
Entramos no carro e a musica prova-me que ele está triste, que mais uma vez foi derrotado numa batalha de amor. Pouco falamos... eu sei que entre nós, quase nunca são precisas palavras... há muito que passámos esse patamar. O silêncio não magoa nem fere.
Não pergunto onde vou. Temos sempre este ritual. Sei que vamos ver o pôr do sol, sei em que praia, sei em que restaurante vamos jantar...sei que vamos recuperar energias, carregar baterias para aguentar mais uns quantos abanões da vida. E dá sempre resultado.

A vista aqui é magnifica. Tão intensa.

No restaurante, à luz de velas, quase parecemos um casal apaixonado. E somos, à nossa maneira.
Falamos de tudo o quanto lhe consome a alma. Eu escuto cada palavra. E ele diz-me:
- Nestas horas não há com quem possa estar além de ti. Ouves-me. Dizes-me as palavras certas que nem sempre são as que gostava de ouvir. Falo contigo como se pensasse, falo de tudo... não sei como nunca acabámos na cama depois destes anos todos.
- Se isso acontecesse estragávamos isto, não concordas? E depois, quem ia ouvir as tuas queixas em relação a mim? Há amigos que não consigo ver como homens e homens que não consigo ver como amigos... e tu sabes que quando encontrei um em que juntei os dois, acabei de aliança no dedo...

Adivilho-lhe o peito mais leve...sinto-o mais orientado.
Aos poucos vamos voltando às conversas sem sentido algum. Lembrando épocas e acontecimentos que de quando em vez nos trazem a lágrima... por felicidade. E rimos.
É num desses sorrisos que me diz emocionado:
- Num sorriso teu esqueço quase tudo. Quando ris assim, é como que se me oferecesses o que de melhor tens em ti. É esse sorriso que me faz lembrar sempre de ti. Custa-me crer que continuas sozinha.
- Ora, sabes que ninguem me quer. Mas tu, com todo esse charme continuas assim tambem. És amigo, leal, sincero, tens esse humor que me conquista e que deve conquistar todas as outras e no entanto...
- Elas escolhem sempre os filhos da puta.
- Tens toda a razão. No amor todas as tuas virtudes viram defeito. Era tão fácil se pudessemos escolher... era tão fácil que nos podessem ver...
- Tu mereces que te vejam...que vejam como realmente és. Ao longo destes anos tornaste-te numa mulher completa. Das mais completas. Nunca sabes muito bem o que queres, sabes perfeitamente o que não queres. E toda tu és tão simples. Talvez por isso tenham medo de ti. Não precisam de te oferecer seja o que for... basta que te amem e que sintas isso, basta que te digam as palavras certas e que acredites nessas palavras.
- Tenho as mãos cheias de nada para dar... somos os dois uns gira-sós. A vida gira, gira e nós sempre sós.


Porque não posso amar alguem assim? Que traz a doçura estampada no olhar? Que traz na boca as palavras que o coração não cala?

Tiro um cigarro.
- Continuas a fumar...
- Tenho que ocupar a boca com alguma coisa... e na falta de melhor, fumo.
- Isso faz mal.
- O tabaco é como o homem: provoca morte lenta e dolorosa, ataques cardíacos por nos fo***** os cornos, provocam o envelhecimento da pele pelas neuras que causam,contêm uma quantidada enorme de merdas que causam dependência, há os que nos causam impotencia, outros que são verdadeiros cancros pulmonares porque nem nos deixam respirar... e mesmo assim, para largar o vicio, muitas vezes precisamos de ajuda médica.
- Só tu para me fazeres rir... mas isso quer dizer que continuas a comer iogurtes...
- Sim, para lhes lamber a tampa. Quero ver se não me esqueço das coisas...tenho que praticar.

Dá-me a mão e saímos dali.
- Vamos?
- Claro... a esta altura não podemos quebrar o ritual.
- O que era de mim sem te ter por perto?

É por ter perto de mim pessoas assim que sou feliz... pessoas que vêm o que os outros não conseguem alcançar, pessoas que me acompanham e que mesmo nem sempre presentes, a distância não consegue afastar...pessoas como ele... que através da amizade me ama da forma mais bonita que se pode desejar... a quem retribuo essa amizade com o melhor de mim, o melhor que sei, o mais que consigo...

publicado às 12:59

O peso do mundo

Confessado por Mulherde30, em 11.04.05

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A vida a todo o instante me prova que uma alegria, mesmo que pequenina, se paga com uma grande dor. E neste instante, o fardo que carrego é pesado demais. Não o quero... queria poder largá-lo numa berma qualquer e seguir caminho.

Posso chorar pela verdade mais cruel, mas a dúvida mata-me aos poucos... e é uma morte cruel.
Aqui posso escrever as palavras que não consigo pronunciar. Aqui não tenho que medir o que digo nem pesar o que penso, aqui posso ser eu, sem fingimento.

Ouço os pedaços de um coração que caem a meus pés e ensurdecem-me.
Deitei-me contigo. E nos teus braços, a minha pele rasgou-se e gritou de desejo...mas ninguem ouviu, nem tu.
Não quiz que fizesses amor, quiz sim que o fizesses comigo. Pedi demais...

Nada pior que se ver num olhar uma desilusão que causámos, ouvir numa voz um arrependimento que não se quer dizer mas que se sente.
Falei o que ninguem ouviu, toquei sem ser sentida...fui um fantasma. E vi uns olhos que me olharam sem me verem.
Eu estive lá, sozinha.

Aqui, a fumar um cigarro sei que a eternidade de dias e de noites já não faz sentido.
Aqui, sei que desejo apenas que tudo se torne depressa em memória... e mesmo que não possa esquecer, pelo menos não lembre.

Cruzei uma linha ténue que divide a amizade dos corpos. Não devia. Mas fiz. Não podia ser de outra maneira.
Desejei-te...dei-me...não te tive. Nem a ti nem respostas a tantas perguntas que ficaram por fazer. Talvez não tenha conseguido explicar... não te pedi amor. Não quiz mais que amizade e ternura. Dei-me por carinho. Abri um pouco do meu mundo...derrubei paredes, subi degraus. E consegui ultrapassar barreiras...tantas!
Só para sentir outra vez... sentir que me posso dar. Consegui isso, nem sei se por ti se por mim.
Na timidez, deixei que o desejo ganhasse a batalha. Fiquei assim, perante ti, nua. Mas tu não viste. Ou viste? Reparaste que mais que corpo fui alma?
Ainda sinto cada toque suave, toque de flor de pele, de pólen...com saudade.
Dei o que sou...talvez tenha dado muito pouco. Ou nada. Talvez tenha nada a dar...talvez por isso as respostas nunca virão. Não fui o que esperavas ou o que desejavas. Mas estar tanto tempo só, inibe-nos e a libertação demora... fui o que consegui.

Quem sabe um dia me lembres. Do cheiro, do toque...ou saibas quantas barreiras tive que ultrapassar para poder estar contigo. Quem sabe um dia, com outro alguem, possas saber o que sinto, a dor que nos aperta a alma que não nos deixa respirar...só porque queremos saber o que ninguém nos diz.
Não basta só sentir...as palavras existem. Sinto-me a assistir a um filme mudo... de que vale um sentimento se não se fala dele? Vale quase nada... Sentir, só, não basta.
Libertei-me de orgasmos contidos, de desejos reprimidos. Talvez quem sabe assim percebas que um olhar nos pode trazer o peso do mundo quando vimos um quase desprezo por termos cruzado uma linha que não nos era permitido cruzar.

A vida pode ser um jogo, mas eu não sei jogar. Não sei deixar desejos pelas metades, histórias por acabar.
O destino provoca encontros e tambem erra. Eu não sei se escolhi a pessoa errada ou se a pessoa errada sou eu.

Mas já não procuro nada, já nada espero. Já não quero as respostas que não vieram, que escondeste em ti.
Há silêncios que doem tanto...tanto!
Perdoa-me.


E como confissão: faria tudo outra vez...mesmo sabendo que este era o preço a pagar. Podes ir...leva na bagagem o desprezo, o desalento, a decepção. Leva contigo as palavras que já não quero ouvir... leva tudo. E se não for pedir muito, leva tambem esta tristeza, não a quero. Vai...
Neste instante, sei que chegou a hora de poder, finalmente, deixar-te partir...

publicado às 12:40

Repouso

Confessado por Mulherde30, em 09.04.05

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Estas devem ser as férias mais agitadas que tive...fiz tudo, excepto descansar. Tem sido moitas e moitas nom stop....e o pior é que adoro.

Desde que voltei para o norte que não tenho parado...os sonos andam desnorteados como eu, a cabeça a mil e a pupila dilatada...e que dilatação!
As noites, mudando o sitio, têm corrido nos ditos engates...mas como só ladro...béu, béu. Tenho que perder esta timidez e avançar. Mas se penso que ele avança até fico com pernitas bambas. Que merda. Isto da paixão.... não quero apaixonar-me e tenho pavor de imaginar que algum se pode apaixonar por mim. Isto, se contornar o meu mau feitio e a falta de beleza. E duvido que haja homem que aguente.

Ontem, num espaço de dança latina, toda a noite nos olhares, pupila dilatada...chiwawas aos montes...
A amiga só me dizia:
-Vai lá....
Não, gaja que é gaja não vai. Analisa, olha, desperta e tenta. Tenta com o corpo, com o toque no corpo, com os olhos, mas não vai. E não fui.
Fui antes ao bar... precisava mais. E eu que não bebo, mas ontem.... exagerei.

(E claro, nem de propósito. Nunca bebo. Ontem, operação stop. Fixe, uma multa vem mesmo a calhar. Ando dura que nem efeito de pau de cabinda....calma. Não me vou suicidar porque estando viva ainda tenho hipótese de ser feliz. Aqui sim é preciso todas as poucas qualidades que tenho. E que nem sei onde estão os documentos...mas será que não basta olhar para mim e saber quem eu sou? Não...tenho que mostrar mesmo aquelas fotos horriveis. O sr. agente só piscou o olho depois de soprar ao balão (que nem sei onde é que está o balão e àquela hora da manhã é dificil dizer boa noite sr. agente quanto mais soprar!). Abençoado seja...que te encontre sempre ao longo da vida. Pode seguir, faça boa vigem, diz-me ele de sorriso maroto.)

Lá no bar...chega-se o que me despiu com os olhos a noite inteira perto de mim e diz-me:
- Não sou com certeza o homem da tua vida. Mas tu és sem duvida a mulher da minha...

Eláááááá...potente, esta foi muito racing.
Bum bum....bum bum....bum bum.... (o coração desacelerado). Ó meu Deus...por favor...
O que é que eu digo? O que é que eu faço? Não vale a pena correr porque ando com estas malditas botas...porque não aprendo a lição e continuo a calçá-las....
Coro...claro, logo o que não devia fazer é que faço...fuck. No escuro talvez não veja que estou vermelha tomate. Disfarço, olho para ele como quem não quer nada, mas querendo tudo.
É giro...alto, moreno, corpo trabalhado.
Deve ter alguma por aí que foi ao wc, aposto. Ou então deixou-a em casa. Mas está bem cuidado...homem casado desleixa-se, tem barriga. Este está esculpido por Miguel Angelo....

E sorri...este gajo sorri e tem um sorriso encantador. E aqui continua ao meu lado olhando-me e sorrindo. Deve com certeza estar à espera de uma palavra minha.
Vá Raquel, não estragues tudo com o teu mau feitio. Controla-te. Diz-lhe qualquer coisa agradável, sorri, olha-o nos olhos, não olhes o chão que está sujo. Vá lá, uma coisa inteligente...tipo.... tipo....tipo.... que merda, não me lembro de nada.
-Uma smirnoff...
Pego na smirnoff e vou embora.... onde está a parede mais proxima para dar lá com a testa????? Nem me posso acreditar. Sou a vergonha da minha geração....

Bem, mas visto pelo lado positivo, já melhorei qualquer coisa...há uns tempos, aproveitava a bebida para lha despejar na cabeça.
Pôrra, era mesmo giraço...era bem capaz de uns amassos, uns carinhos, uns calorzitos...mas que coisa! Porque preciso eu de tanta coisa para me deitar com um homem? Por favor...é só uma queca, não é preciso complicar. Mas complico...esta cabecinha sempre a mil, a fazer o filme todo. É só um chamego, Raquel...não precisas assinar um contrato vitalicio para ter um gajo a fo***-te os cornos toda a vida só porque dormiste com ele... e com a sorte que tens, vai que te sai na rifa uma espécie de coisa na cama? Deixa-te de merdas...deixa de pensar. Tens o preservativo dentro do prazo, não tens? Usa-o, pôrra!


Vou todo o caminho a pensar nestas complicações...e nem são graves. Eu até sou pratica. Quer, óptimo. Não quer, desande. Teóricamente. Porque quando quer eu fujo e quando eu quero, disfarço. Vou longe assim, vou.
Chego a casa, deito-me e o telefone toca.
Propostas indecentes... e aliciantes.

Mas hoje vamos ao mesmo sitio...e quem sabe o tal não ande por lá?
Enquanto a noite não chega, descanso os pezinhos de lã.... e depois, cansar o corpo para ver se descanso esta alma desalmada que grita por uma loucura desalmadamente...

publicado às 20:19

DE PASSAGEM

Confessado por Mulherde30, em 08.04.05

A correr muito, venho aqui deixar o testemunho das noites lisboetas, alentejanas e... por enquanto mais nada.
E tem que ser mesmo a correr porque estou de férias e isto assim não pode ser...a noite chama por mim! Mas enquanto o pessoal se prepara aqui no quarto ao lado para as moitas, vim dar uma rapidinha ao pc da amiga...

Pois...em Lisboa não vi nada que já não conhecesse...mas conheci pessoas que nunca tinha visto. E posso dizer que foi bastante interessante ver como são e como as imaginávamos.
Não gostei pois claro da mentira do Patrick, que blá blá blá, não estava lá ninguém e depois foi o que se viu...por isso já sabem porque é que ele foi logo embora no domingo.

Deu para regalar as vistas e dilatar a pupila...até que, com esforço, se encontram por aí gajos giros...mas faltao chiwawa. (expressão para designar interesse sexual por homem!)

Sei que os lisboetas são do tipo: desenrasca-te...e foi o que fiz...eu e o menino que conduziu o carro! Ai Patrick, ainda bem que era alugado!)E tenho pena que tenha andado por Lisboa e em vez de ver a paisagem andasse só a olhar para o mapa e para as placas...mas adiante. Custou encontrar o hotel.
Dormi nas nuvens...12º andar...e não fosse o ronco do sr. Patrick, teria dormido bem...
A noite foi a loucura em saltos altos. Que realmente! Queremos andar pipis e depois fo****-nos. É, Inconfidente, sorte minha que não fui a unica. Se não estivesse com tanta fome quando cheguei ao hotel, teria lembrado desse pormenor, mas depois foi tarde.
Dizia o LM:
- ah e tal, mulher do norte...vais assim e vais bem...
Fui assim, mas não fui bem.
O pessoal extra blog que conheci, diga-se...5***** (five stars)
Amazona e Garanho... pelo pouco que falamos, podem juntar-se ao grupo dos moiteiros
e o Msdos... que se junte tambem...faz lá falta, se não onde fica a puta da loucura?

Agora o que me deixa realmente fo*** da carola é estes gajos bloguistas que falam da noite e das aparências e nem dizem, nem comentam, nem realçam que esta menina aqui lhes ofereceu uma rosa! Ah pois! E querem fazer um jantar...pois sim, esperem por mim sentadinhos! Tipicos alfaces e algarvios! (heheheheeheh) Uma mulher do norte, gasta 2€...e nem falam disso! Ingratos! heeheheheh
E claro que não fui de azul, fui de verde...para combinar. Ou foi para contrariar? Já nem sei. Os fãs pareciam loucos e desorientados à procura de roupa azul...tadinhos, até deu pena! heheehheeh..

Mas fui bem recebida...ando há 5 dias a dormir fora da minha cama, cada dia numa diferente e de sonos trocados, portanto se não perceberem, não liguem, é efeito das bebidas sem alcool que ando a beber!

E fui aos pasteis de Belem sim. Ainda há quem tenha paciencia para aturar uma turista. E mais: comi-os sentada na relva, ao sol e souberam-me a divinos.
E nada como depois ver o sol na costa da caparica.

Alentejo....Alem Tejo...Alentejo...
Que posso dizer? Que trago na algibeira estrelas roubadas de um céu imenso...e na boca sabor a irreal, saudade e a sempre vontade de voltar....

Mas nada como chegar a casa, nada como saber que aqui não me posso perder, nada como o cheiro desta terra que amo, que é minha...e saber que se for pelo caminho errado haverá alguem que com um sorriso me indicará o caminho...

Agora estou na serra, de saída para as moitas... em breve voltarei à minha realidade.

O que sinto é que não vivi nada disto, tudo me parece um filme do qual fiz parte, conheci pessoas que me mostraram um mundo tão diferente do meu e às quais lhes agradeço...e sem nomes, com certeza saberão quem são. Tantos dias a ouvir a palavra Biscoito, fez-me recordar coisas tão boas!

Já devo estar na parte em que não digo coisa com coisa...e como já batem à porta...o melhor é ficar mesmo por aqui...

publicado às 00:34



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