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Dois anos...

Confessado por Mulherde30, em 21.10.06

emmanuelSmartpollux.jpg
Fotografia: Emmanuel Smart Pollux

Faz precisamente dois anos, hoje, que escrevi aqui pela primeira vez.
E hoje, pela primeira vez, me parece tempo demais.

Olho para todo o caminho percorrido. Lembro das pessoas que conheci. As que permaneceram e as outras que ficaram pelo caminho. (Ou fui eu?)
Lembro as que por aqui entraram na minha vida. Lembro as que me encantaram e as que me desencantaram. Lembro as surpresas boas e as outras. Lembro as paixões e os quase amores. E mesmo assim, agora, tudo me parece que fez apenas parte de algo que não vivi.

Quero apenas deixar aqui o meu agradecimento a todos os que entram na minha vida por esta porta e ficaram. Os que aqui me deixam uma palavra mesmo que não concordem comigo. Àqueles que me dizem que estão aí, mesmo que o estar aí não permita o abraço que em muitas horas preciso. O agradecimento àqueles que confiam para partilhar os segredos... Os que estão tão longe de mim e me fazem sentir que estão tão pertinho.
Obrigada por continuarem desse lado. Obrigado por precisarem que eu esteja do lado de cá...

Hoje, enquanto me preparo para uma noite que me parece ser especial, não podia deixar de vos dizer que gosto de vos ter na minha vida. Que ao fazer o que gosto, liberto fantasmas e ainda recebo em troca amizades bonitas. E no fim da vida é isso que conta: os amigos que se fizeram e fizeram connosco o resto do caminho.

Um brinde com cada amigo que tenho desse lado. Amigos de sombras, sem rosto, nem voz...e amigos mesmo assim.

Mas apesar de tudo, dois anos, parece-me ser tempo demais...

publicado às 18:37

Não quero dizer Adeus...

Confessado por Mulherde30, em 12.10.06

adeus.jpg
Fotografia: ?

Não sei se depois de ti ficou dor, tristeza, revolta, mágoa, vazio, memória, saudade ou um amor maior... não sei.
O que sei é que se passa um ano depois do outro, carregado de horas que se estendem e se dividem por minutos e segundos. E não há um dia que não lembre de ti. Um que seja...

Creio que depois de ti nada mais foi igual. Fazes-me falta, sabes?
Sinto-te a falta quando queria apenas que estivesses aqui. Quando sei que não estás.
Talvez por ti sinta todas as outras perdas como facas que se me espetam no peito e não me deixam respirar... que me deixam todas estas marcas, que cicatrizam devagar.
Perdi-te... e não queria perder mais ninguem.
Não que alguem substitua o teu amor, vê se me entendes, mas para me sentir amada. Alguem que gostasse de verdade de mim e permanecesse. Tu foste embora, todos vão embora... como se não me fosse permitido ter perto de mim alguem que eu ame...
Não sei se haverá uma forma certa de amar, a mim, parece-me que amo sempre da forma errada.
É que as pessoas partem mas os sentimentos continuam em mim, invioláveis, intocáveis...como este amor que tenho por ti. Que me faz chorar mas nunca me faz sentir que é em vão.

Perder-te foi perder uma parte de mim. Perder-te foi arrastar o sofrimento pela vida, mas tornar-me tambem numa pessoa melhor. Parece-te estranho?, por vezes a mim tambem.
Hoje posso ser mais frágil mas tambem muito mais corajosa. Afinal, perdi-te e segui viagem mesmo carregada de uma angustia que não larga o peito. Sobrevivi...significa que irei caminhar de cabeça erguida apesar de todas as outras perdas que possa sentir.
Mas apesar de tudo, hoje, sou capaz de amar de uma forma muito mais intensa. Talvez porque foi preciso que um alicerce desabasse na minha vida para entender que há coisas que não podem ser feitas nem ditas amanhã. Porque foi preciso perder-te para perceber que de repente tudo perde o sentido nesta vida tão fugaz. Que de nada vale guardar sentimentos, nem esconder a vontade de voar...
Num segundo, fica nada. E pior que isso, um nada que já não podemos mudar.

Quando chega o momento do fim, custa dizer a palavra, sabes?
Só porque estamos a ditar um terminar no tempo. E fica tanto tempo, não achas?, fica tão longe, uma distância que não nos cabe no peito... estamos a declarar que não haverá mais nada, estamos a querer acreditar que ao dizê-la tudo fique mais simples, mais fácil de esquecer. Mas não fica... porque nunca aceitamos o fim de algo que amamos.
Não dizemos a palavra porque nos dói, cá por dentro.

Aprendemos a viver sem a dizer, a que magoa, a que fere, a que nos faz mal.
Como naquela noite em que te toquei as mãos já tão frias e se deu um nó na minha garganta e as lágrimas a transbordarem-me dos olhos por não querer aceitar, o chão a fugir-me dos pés, o coração espalmado por um sofrimento que não se consegue explicar...por não querer perder-te, por não admitir que te fosses embora assim, sem me olhares nos olhos enquanto te dizia que te amo.
Ficou tudo suspenso... e por isso não te consegui dizer a palavra que ainda hoje arrasto comigo.
Naquela noite não tive coragem para a dizer. Sabia que não te veria mais, mas mesmo assim, não fui capaz. E hoje tambem não o vou fazer...

Porque se te disser Adeus Pai... é como se deixasse de te sentir sempre por aqui perto, a espreitares-me pelas esquinas da vida, sorrindo-me como se me falasses e dissesses que sim, que sabes que te amo...

publicado às 21:21

Não digas nada...

Confessado por Mulherde30, em 10.10.06

sweetcharede.jpg
Fotografia: Sweetcharade

"...I won't be lost without you...
I've find a way to get through.
Now I'm up and running,
Strong enough to walk away...
And leave you alone.
... I won't be lost...."


Deixa-me ficar quieta, à espera que vás embora...
Inevitavelmente olho ao meu redor e não te vejo, quando cá por dentro, te encontro em todos os recantos de mim.

Deixa-me ficar deitada, a ouvir a chuva a cair...
Vais ver que um dia destes já consigo adormecer sem pensar em ti, sem me angustiar por não conseguir entender.

Deixa-me ficar triste, as lágrimas se cairem, aliviam a alma.
Saberás tu que é dificil quando primeiro é sempre e depois nunca mais? Quando as pessoas se vão embora e deixam ali um espaço oco e vazio em nós?

Deixa-me ficar calada. Não quero pensar que te sinto a falta, não quero esperar mais por ti... quero esquecer que um dia me pareceu que um sentimento queria nascer à força dentro de mim, que o sentia a rasgar-me a pele, devagar...

Deixa-me tentar não sentir, talvez fingir que está tudo bem... é só porque já não sei o que realmente valeu a pena...

Deixa-me ganhar coragem. Para depois te deixar algures sozinho... e ir embora. Ter força para me levantar e seguir. Sem olhar para trás. Sem nunca me perder, nunca me sentir perdida nem sequer perdedora por viver sem ti...

Deixa-me... por favor, não digas nada.

publicado às 21:29

Memórias para partilhar...II

Confessado por Mulherde30, em 08.10.06

PA070221.JPG
Fotografia: Raquel (euzinha)


Precisei refugiar-me. Precisei fazer pequenas coisas que me encantam...
Dei-me conta quando me sentei na beira do rio desta cidade que adoro, que precisava procurar outras margens, quando fiquei ali de olhar meio perdido a pensar que a dor um dia não estará aqui.
E fiz o que a razão me gritava há algum tempo.
Entrei no carro, parti.


Não fui para longe, fui apenas para um sitio que adivinhava deserto.
Calças de ganga, camisola azul, tenis.
Máquina fotográfica, livro, caderninho.
Óculos escuros, musica e um sorriso de quem sente a liberdade de voar...


E porque não partilhar?.... a névoa que se cria lá no fundo do vale quando a noite anuncia a sua chegada.
Fez-me tão bem!

Fez-me bem sentir-me assim, sozinha no meio de sons de água, e de um silêncio que não perturba. Fez-me bem caminhar, sujar-me, traçar trilhos e ver que a natureza tambem se renova.

Antes de anoitecer, quando ainda não sabia que há noites que nos deixam na boca um travo a eterno, e nos lábios um sorriso pendurado.

publicado às 13:13

Memórias para partilhar...

Confessado por Mulherde30, em 08.10.06

PA070208.JPG
Fotografia: Raquel (sim, eu outra vez...)


Tenho que confessar: gosto de partilhar com quem aqui vem, os caminhos por onde me perco...

publicado às 13:12

Razão vs Coração...

Confessado por Mulherde30, em 05.10.06

pascalrenoux5.jpg
Fotografia: Pascal Renoux

Já vai sendo tempo Raquel...
Deixa-te disso, levanta-te. Tu já sabes que nem sempre podes viver as histórias, tu bem sabes que quase todas, aquelas que mais desejavas viver, acabam sempre por ficar a flutuar.
Esquece... foi um sonho que sonhaste acordada. Agora terminou. Parecia mágico, coisa do destino até. Nada dura para sempre. Não te culpes, não te sintas como se tivesses feito tudo errado. Não fizeste, seguiste apenas a vontade da parte mais fraca de ti: O coração. Terminou. Aceita isso, levanta-te. Ficou tudo por viver? E daí? Achas que o mundo vai terminar? Olha para ti... pega nessa coragem, levanta os olhos, caminha, segue. Faz as malas, vai-te embora. Não leves nada mais que o humor e a coragem. Vai...não leves o amor. Esse, se quiser, que te acompanhe na tua jornada. Lado a lado saberá no fim dar valor a todo o caminho. E se no fim ele já não estiver lá, ficas com todas as respostas. Não queiras carregar tudo contigo, a bagagem fica demasiadamente pesada e sozinha, nem sempre se consegue. Sozinha, sim. Qual o problema? Há quanto tempo estás assim? Há muito... e não é por isso que deixas de viver. O que é simples para ti nem sempre o é para os outros.

(eu sei... mas cá por dentro...)

Já vai sendo tempo Raquel. Não podes passar a vida esperando que os outros te sejam sinceros, tu sabes que eles não são assim. Não podes pedir coragem a quem não a tem. Pensa apenas que não é o fim... que haverá outros, que te vais apaixonar outras vezes. Tu és bonita, lutadora. Esquece os homens. A unica coisa que querem de ti, tu sabes... depois passa. E quando pensas que tudo vai começar, afinal, já terminou. Não insistas em procurares os porquês nem as respostas. Nunca saberás... e se souberes, elas nunca chegarão a tempo de mudares o final. Não queiras que os outros entendam que na sinceridade tudo fica mais fácil de suportar. Não queiras que entendam que se forem sinceros sempre os podes admirar por alguma coisa. Tens apenas um vazio, um silêncio que te pesa no peito. Mas deixa... isso tambem vai passar, vais ver.

(eu sei... mas cá por dentro...)

Já vai sendo tempo Raquel. São horas de te esqueceres que aí por dentro te dói. Porque esperas constantemente por acreditares nas palavras. Mas não te esqueças que há quem tenha o dom e a magia da palavra, mas nem por isso diz o que realmente sente. Tu sabes, vá lá... cada um diz o que quer. Não esperes receber numa medida igual à que dás. Um dia, se doer, será devagarinho.

(eu sei...mas cá por dentro...)

Já vai sendo tempo Raquel. Pára de te apaixonares. Tu sabes que é sempre assim, não sabes? Então para quê? Esquece... não procures o que nunca vais encontrar. E se encontrares, não penses nunca em deixares sair de ti o que sentes. Basta dizeres "gosto de ti" para que tudo se perca. Para que reste um nada do que um dia foi tanto. Aprende a guardar os sentimentos, pelo menos os mais bonitos. Não te humilhes, não rastejes. Tu mereces muito mais que isso. Segue o teu caminho, não percas tempo a sonhar. Tu não tens idade para esperar por nada, nem por ninguem. Vão sendo horas Raquel. Não queiras mudar histórias. Todos os fins estão escritos desde o inicio. Não fiques assim, parada, só porque alguem não te quer. Que importa? Olha para quem tanto te deseja Raquel. Olha! Não feches o peito, não digas que nunca mais. Quem sabe um dia?...

(eu sei... mas cá por dentro...)

Já vai sendo tempo Raquel. Sempre que dentro de ti os sentimentos te rasgam o peito, te querem nascer à força, tu ficas nessa mania de protecção, de os guardares entre as mãos em forma de concha porque sentes que num começo, todos os sentimentos são frágeis, como passarinhos feridos. Vai-te embora Raquel... não fiques assim de mãos ocupadas com um sentimento que não tem futuro. Vai embora, esquece. Larga isso que teimas em prender, numa qualquer berma de uma estrada qualquer e segue caminho sem olhares para trás. Porque raio teimas tu em sofrer? Tu já sabes... se não te procura é só porque não quer. Então diz-me: porque esperas? Os finais felizes, as surpresas boas não acontecem na vida real. Esperas que do nada te diga o que tanto desejas ouvir? Esquece... nenhum homem tem tanta coragem assim. Eles quando não têm força para uma atitude fazem tudo de forma a que a outra pessoa a tenha por eles. Portanto, quer-me parecer Raquel que vão sendo horas de partires. Olha para ti. Já te viste bem? Nem parece teu... deixares-te ficar assim a agonizar devagarinho, definhando. A mulher que tu és e como ficas quando os outros te dão um encontrão. Levanta-te vá... vão sendo horas. Tu sabes que nada podes esperar dos outros.

(eu sei.. mas cá por dentro...)

Raquel...tu és livre. Tu podes voar para onde quiseres. Porque não experimentas olhar para quem está perto de ti e que só espera a oportunidade que teimas em não dar, simplesmente porque não te sentes encantada? Deixa-te disso Raquel... por vezes é preciso aprender a gostar. E tu sabes, o encanto desaparece... E se tentares, quem sabe essa pessoa não te surpreenda? Já pensaste nisso? Vai-te embora, Raquel... são horas. Aprende que as desilusões só chegam porque um dia te deixaste iludir.

(eu sei... mas cá por dentro...)


Já vai sendo tempo Raquel. Tu nem deste conta que a noite esteve bonita, com uma lua brilhante. Tu nem reparas que o dia hoje tem sol, que o céu está azul. Vai-te embora Raquel. Veste as calças de ganga, os ténis, uma camisola de qualquer cor, os brincos, o colar. Sai de casa Raquel. Já não aguento ver-te assim. Vai até à praia, ver o pôr do sol. Vai fotografar, leva um livro para leres numa qualquer esplanada enquanto tomas um café, enquanto fumas um cigarro. Não teimes em esconder-te do mundo, não insistas nessa espera que nada te vai trazer. Vai Raquel... mesmo que esteja frio e não sintas, mesmo que o dia esteja sublime e não notes, mas sai. Não fiques aqui fechada só para não teres que sentir o peso de olhares em ti. Há tanta vida lá fora...

(eu sei... mas cá por dentro...)

Já vai sendo tempo Raquel, de partires. Vai... e por favor, quando voltares, não venhas a chorar...

publicado às 18:24

Simplesmente...

Confessado por Mulherde30, em 01.10.06

mario2.jpg
Fotografia: Mario


Se tivesse a coragem, por um dia que fosse...
De dizer que sim..
De sair por aí, perder-me num corpo estranho, perder o pudor, deixar-me levar.
Se tivesse a coragem...

Hoje, talvez hoje. Talvez hoje deixe de lado a vergonha. Talvez hoje deixe que a tentação me leve por caminhos de suores, de toques, de sensualidade à flor da pele.
Hoje que o dia está morno e que cá por dentro só queria libertar o desejo, o prazer, os orgasmos, o delírio, os gemidos.
Seguir viagem contigo... por caminhos incertos levando no corpo a vontade deserta de ti. Sem querer pensar se depois tudo irá terminar. Sem pensar onde essa estrada nos irá levar.
Esquecer o mundo e partir.
Simplesmente.

Chegar-me a ti. Tocar-te. Beijar-te. Sentir-te.
Deslizar o corpo suado no teu, procurar-te a lingua, querer-te em mim. Olhar-te e ver-me nua no teu olhar. Ter as tuas mãos cheias que agarram a pele que grita que já só se quer rasgar...

Sentar-me no teu regaço, unir a humidade dos corpos que gemem baixinho por tesão reprimido, dizendo-te ao ouvido que te quero.
Quero-te sem passado, sem história, sem mágoas nem tristezas. Quero-te apenas. Simplesmente.


Hoje vou perder-me por aí... talvez adie há tempo demais a vontade que me corrói por dentro, devagar. Mas amanhã pode ser tão tarde...
Porque não hoje?
Deixar-me levar. Cansar o corpo, dar descanso à alma povoada por pensamentos satânicos...


Hoje... hoje farei amor contigo ( e amor faz-se? ou constrói-se?)
Será hoje...
Dizer que sim.
Perder-me.
Entregar-me.
Encontrar-me.
Simplesmente.

publicado às 16:07

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