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6ª feira 13...

Confessado por Mulherde30, em 14.01.06

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Dia de azar?
Não....
Dia de mudanças...

Escuto pela primeira vez uma musica que tanto ouço....
"Eu quero uma lua plena
eu quero sentir a noite
eu quero olhar as luzes
que teus olhos não me têm deixado ver
Agora eu vou viver..."

A verdade é que alguem me escreveu em comentário que um dia nos cansamos de esperar, que um dia damos por nós e já não estamos nessa espera, já nada esperamos... e se por qualquer destino viesse ao nosso encontro aquilo que tantas noites nos preencheu os pensamentos, de nada valia. Já não valia a pena.


Olho para algo que fui e lamento ter perdido tanto de mim.
Lamento ter perdido a capacidade de acreditar. Lamento ter deixado algures um peito que era aberto.
Parece-me por vezes que o tranquei e que já nem sei onde guardei a chave. Todas as palavras me soam a falso, a interesse. Acabo por levar todas as conversas que têm tons sérios na mais pura brincadeira.
Lamento a inocência que já não tenho, lamento que não aceite que alguem possa ser, simplesmente, sincero.
Mas não fui eu quem decidiu, quem escolheu ...
Sei que é para me proteger. Assim, o fim, nunca dói tanto. E há sempre um fim.

Vejo todos os amores como sendo o maior amor. O amor mais puro. O amor, arrisco dizer, eterno.
E nunca foram.
O que sei é que tudo é tão efémero, tão passageiro.
O que sei é que o que somos hoje não seremos amanhã.

Vejo a Ana apaixonada. E diz-me num sorriso:
- Já alguma vez me viste assim? Duvido...
- Já. De todas as outras vezes que te apaixonaste. Mas cada novo amor é o maior amor. E eu fico feliz por te ver com esse sorriso, mesmo que busques incansávelmente esse estado de alma, ao ponto de sofreres.
- Sabes o que queria?
- Não.
- Ver-te de novo feliz, como te vi um dia... um dia em que estavas...sei lá, feliz!

Lá vem a lagrimita, lá fico com olhos rasos de água...

- Eu sou feliz. Tenho tudo. Acho que é por saber que tenho tudo, que tenho medo de perder este tudo que tenho. Acho que é por medo que sinto mais esta vida, toda esta vida que está ca dentro.
- Não é por medo, não. De nós, és sempre tu que tens coragem. És sempre tu que nos dás coragem. És tu que me dás aqueles abraços apertados que me fazem chorar. É por amor...por todas as formas de amor, como tu dizes... por teres esse coração grande demais. É por amor, não por medo. Porque queres tanto acreditar e a vida te contraria com todas as pessoas que cruzam o teu caminho, que mentem, enganam, que traem.
- Só me falta o amor de alma e carne...
E naquele jeitinho unico, a Ana sorri-me:
- E não é por seres minha amiga, mas mereces ser feliz nesse amor, nesse tipo de amor, o de carne e alma.
- É claro que é por ser tua amiga.....


Fico a pensar...no que me dizem os amigos reais. Fico a pensar no que me dizem voces desse lado. Aqueles que vêm e ouvem, e voces que analisam o que escrevo, que sabem tanto, sem nada saberem. Acredito que cada um me imagina de forma diferente e possivelmente nenhuma a verdadeira. São as personagens que criamos cá dentro, como se eu fosse apenas a personagem de um livro. Livro esse que é a minha vida. Livro esse que é tudo aquilo que sou...
Nunca chego a nenhuma conclusão. Mas tento.

E hoje, nesta chuva que cai lá fora, estou aqui a pensar que a vida, na verdade, traz-nos tantas surpresas!
E fumo um cigarro. O cigarro da paz, da tranquilidade.
Lá vem a vida, de mansinho lembrar o que éramos, o que fomos...ou coloca alguem de novo no nosso caminho para nos recordar.


Lamento estar amarga e não ter espaço para um novo maior amor.
Vejo as histórias lá de longe....do amor que chegou na forma de novos homens e que sempre foi embora da mesma maneira.

Que tal, vais encontrar....dizem-me.
Não se pode encontrar o que não se procura.
E eu não procuro. Não quero e não posso. Nesta altura iria magoar...e mais que isso, magoar-me por magoar.
Quem me manda a mim, ser esta confusão? Pensar demais, analisar demais?
Sou isto....e amo aquilo que sou.

Mas sei que algumas histórias acabam bem, mesmo na vida real.
Sei que amei todos os homens. Todos aqueles com quem cruzei a linha ténue da amizade.
E nunca quis que fossem meus principes encantados nem heróis. Quis que fossem eles mesmos, sem fingimentos.
Tive de tudo: os bons e os maus. Os que me magoram com a verdade e os fracos que fugiram só para não enfrentarem a realidade. Há pessoas que pensam que é melhor assim....melhor para quem, pergunto eu?
Amores encobertos em mentiras, enredos, interesse. Quando tudo podia ter sido tão simples e ter ficado uma história bonita, um carinho.
Mas ainda bem que são poucos os homens fracos que conheci... Inevitavelmente, os danos foram imensos!


O que queria hoje, era adoçar o peito.
Ter um regaço em que podesse repousar...uma mão que acariciasse os cabelos...uma voz. A presença. Por vezes, o silêncio pesa por demais.
De verdade que de quando em vez, sinto essa falta. Depois passa.

Ficar quentinha na cama, lambuzar-me numa taça de mousse de chocolate. Quem sabe ter pensamentos satânicos...usar o óleo de massagem, enrolar corpos sem principios nem fim.
Ou não.
Rodear-me de kleenex, colocar um filme de amor e coragem que me fizesse chorar. É o que preciso hoje....chorar. E nem sei se sei porquê.
Ou talvez saiba...


Talvez porque a vida me trouxe do passado alguem com quem fui injusta. Talvez esta seja a minha segunda oportunidade. A hora de pedir perdão....
Mas mais que isso, é rever esse alguem que nos olha num carinho que enternece. Tão sem mágoa que me desarma...

É tão bom rever um amigo depois de tantos anos....depois de tanta vida.
E num instante, recuar no tempo....juntos, sem pronunciar palavra. Voltar ao presente, sorrirmos e darmos um daqueles abraços apertadinhos que tambem a mim me fazem chorar...

E como um dia alguem escreveu...
Pedras no caminho?...vou guardá-las todas para um dia fazer um castelo.

publicado às 00:36


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