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Tudo aquilo que sou...
Às vezes, só precisas ter uma bofetada valente para percebres tudo.
Percebes o tempo perdido enquanto lutavas afinal, por nada.
Perceberes que tens de mudar tudo para conseguires deixar para trás e seguires em frente, livre.
Perceberes que no futuro, nenhum arrependimento ou dor de quem te deixou na berma,te vai causar nenhum tipo de culpa.
Não é não. E não apenas agora. É para sempre. Assimila, aceita, e segue Raquel.
Por isso menina, sacode a poeira. É hora.

Em tanto que tenho para te dizer, limito-me ao silêncio.
Quem sabe um dia, quando já não doer e nem fizer qualquer diferença, te fale.
Quem sabe?
Há momentos em que escolhes um caminho sem olhar mais para trás. E não te arrependes.
E um dia, ao olhares a estrada, percebes que fizeste tudo errado e que as escolhas, apesar de certas, te levaram a um destino que não escolheste.
E a partir daqui, há uma infinidade de vida por viver.
Esta é a vida que tens. Mesmo que muitas vezes sintas que não era suposto ser a tua.
Faz o melhor que sabes. No fim, vai correr bem...
Enquanto pensares que a felicidade te chega por coisas ou pessoas que tenhas na tua vida, passará a vida sem nunca seres feliz.
Felicidade é o que existe por dentro de nós. Nunca lá fora.
A verdade é que se criam laços e apegos e cumplicidades que ficarão para sempre.
E tenho tantas saudades tuas...
A minha sorte é que tenho coragem. Para mudar, mudar-me e mudar de vida. As vezes que forem precisas.
Abandonei o que não me acrescentava: o trabalho, o marido, o tabaco.
A relação com o tabaco era muito mais longa que com este trabalho e que com o marido.
Na vida, sofre sempre menos quem se adapta, certo? Foi o que fiz. Precisei adaptar-me àquilo que sentia preciso para ser feliz.
Um dia, do nada, disse que era o ultimo cigarro. E foi.
Olho para todas as pessoas que ao longo da vida me criticaram e julgaram e diziam que tal faz mal, e só me apetece dizer-lhes: fodam-se. Há coisas que só são nossas. E quanto mais me diziam para não o fazer, mais queria fazê-lo.
Um dia, não quis mais. Porque decidi, por mim. Depois de 18 anos.
Se está a ser difícil? Nada!
Porquê? Porque não o faço por mais ninguém além de mim.
E depois acordei um outro dia, bem cedo, sem vontade de estar na cama e disse-me: vou correr. E fui.
Eu, que sempre dizia que se me vissem correr, era bom que corressem também, porque devia ser coisa grave.
Muda-se e muda tudo do avesso. O que era sempre, é nunca mais. Ou pelo menos, não para já. A vida segue, agarra-a. Luta ou desiste.
Sim, estou mais perto de ser feliz...
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