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O fim do fim...

Confessado por Mulherde30, em 28.12.06

amor.jpg

Os homens com sentido de humor cativam-me. Mas se continuam com ele na cama, encantam-me. Sempre que falo de sexo vem-me à memória uma situação. Com um dos homens da minha vida (que acabou por seguir o rumo de todos os outros). Ele era Moisés… ora com o cajado (pila) abria o mar vermelho (as minhas pernas e respectivo orifício), ora era outra vez Moisés e subia à montanha. Neste caso pode dizer-se outeiro, já que o que tenho no lugar das mamas é um monte muito pequeno.

É depois do sexo que se determinam muitas relações. Que nós percebemos se será um homem à nossa altura ou não. Mesmo que durante tenha sido traumático. Se já existia uma cumplicidade, das duas uma, ou cresce ou desaparece.
Diz um provérbio chinês: “casa-te com quem gostes de conversar”… mas todos nós sabemos que há tipos de homem que depois do sexo a única coisa que conseguem fazer é dormir. O que é terrível. E logo percebemos que o melhor é não pensar em nada que dure depois de o sol nascer.

Mas na cama a verdade verdadeira é que só existem dois tipos de homens: os bons e os outros. No caso das mulheres deve ser o mesmo e tenho cá para mim que devo pertencer ao segundo grupo. Devo ser uma atrofiada na cama. Digo eu que nada sei.
Mas até hoje, nunca nenhum homem me conseguiu explicar de forma compreensível, como é para eles uma mulher boa na cama. Devem ser daqueles segredos manhosos deles a que chamam “coisas de gajo”, ou então é mesmo dificuldade de expressão.

De repente, o que devia ser o princípio do fim, passa a ser o fim do princípio.

Deixa-se de ouvir a respiração ofegante, mas podia começar a melhor parte.
Mas outros gostam de dar o empurrão para a verdadeira catástrofe, daquele toque final para arruinar com qualquer ideia que pudéssemos ter que a coisa podia melhorar. Levantam-se e vão embora. O que por norma não fazem é deixarem lá uma nota de 50€, já que nos fazem sentir umas verdadeiras pu***.
Possivelmente estão a fugir por duas situações:
- Ou têm terror de que nos apaixonemos por eles (porque creio que não sabem que já estamos. Não há muitas outras explicações para termos ido para a cama com eles)
- Ou pelam-se de morte por falarmos da sua performance e dizer que foram a coisa mais horrível que já tivemos.

Se forem um verdadeiro terror na cama, o melhor mesmo é virarem-se para o outro lado… enquanto nós ficamos a pensar que merda de sorte a que temos e que raio nos saiu na rifa. E lá vamos agradecendo a quem inventou o vibrador e percebendo que as noites em que maldizemos estar sozinhas, não assim, afinal, tão más.
Mas a verdade é que se vamos para a cama com homem já gostando dele, todas as coisas que lhes apontamos como verdadeiros horrores na cama, são superados. O que é estranho…


Agora seria a hora certa para descansar a alma. As conversas em voz baixa e meiga de quem divide segredos. A hora das carícias, dos toques de pólen à flor da pele. A hora mágica depois do amor.
Mas aqui, todo o processo anterior é determinado. Ou se fica ainda mais perdida por ele, ou nunca mais o queremos ver.

A verdade é que ele já conseguiu o que queria e como alguém já disse: “os homens só desistem quando conseguem. E quando conseguem desistem logo”
Com as mulheres é diferente… chegar ao sexo devia ser o princípio de tudo, de uma história, de uma relação. Acabamos por ver sempre a união das almas, enquanto que os homens só querem a união dos corpos. E claro, a diferença de sentimentos determina o resto.
É a partir daqui que deixamos de lhes pôr a vista em cima. É a partir daqui que começam as desculpas mais estúpidas que ouvimos. É que até agora, tinham sempre tempo para tudo, para nos mimar, para nos escrever, para nos telefonar. Agora já não será assim. Terão sempre compromissos e reuniões às horas mais absurdas. Deixarão de ter tempo. Na prática, deixam de pensar em nós, de nos querer, de nos desejar.
No fundo o que nos querem dizer é que ainda há muitas por aí com quem desempenhar o mesmo papel.
E nós lá nos vamos arrastando sem darmos conta. Dia após dia. Convidamos, escrevemos, telefonamos. Nem dormimos com medo que não se ouça o toque do telefone. Vivemos em torno de uma espera. Até que uma hora pensamos que já não vale a pena esperar. Choramos, andamos tristes, e mesmo assim, com uma esperança tonta de que se lembrem de nós. E passou um ano. E passamos outro ano a lamentar o tempo em que se acreditou em alguém. Mais outro ano em que deixamos de viver.
Um dia li um livro: “porque é que os homens mentem e as mulheres choram”. Em relação às nossas diferenças, fiquei na mesma. Não li nada que já não soubesse.
Mas consegui responder ao titulo… porque os homens continuarão sempre a ser uns grandes cabrões e as mulheres umas estúpidas.


E todas as palavras bonitas e as horas anteriores à cama que nos faziam sentir personagens de um sonho, transformam-se em pesadelo. E ainda me vêm falar de principes encantados? Pois sim...


publicado às 22:13


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