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Tudo aquilo que sou...
Há momentos assim. Doridos. Dores que disfarças com um sorriso.
Ficas numa dessas encruzilhadas da vida e percebes que estás há demasiado tempo distraída dos sinais que estão mesmo diante de ti.
Talvez nessa vontade de fazer acontecer, de tentar, de ser agora é que é. E não percebeste que já não é há muito tempo. Que há muito que existe uma decisão tomada que tu, distraída, nem viste.
A decisão, devias saber, que te chegou primeiro numa confissão, que devia ser luz verde para tu seguires a tua vida. Mas tu, focada, ou por respeito, não o fizeste. É uma merda, sabes agora.
E noutras alturas, palavras ditas aqui e ali que tu não soubeste interpretar o que realmente estavam a dizer. A merda das palavras.
Estás a tempo. Só para que saibas.
Há quem queira tanto a tua companhia e tu focada em quem nada tem para ti. Por muitos motivos, por muitas razões.
Tens que seguir. Pôr para trás das costas. Matar, esquecer e seguir. Sem olhar para trás.
Não vais sentir que não tentaste, que não o disseste. Não vais sentir traição nem "e ses". Vais viver, tão simples quanto isso.
O que não pode, é essa vida que tens mantido em suspenso. Chega. Não dá mais. Chega de lutar por ti e pelos outros, por aquilo que era suposto ter sido. Não foi. Não serás quem mais perde.
Chora tudo. Não é a primeira perda. E vê: sobreviveste a todas as outras.
Amanhã, prometo, é um novo dia.
E um dia, se doer, será baixinho.
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